“O PSD da Figueira precisa de rostos novos”

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Foto Jot'Alves

 

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P – Teresa Machado é a líder da vereação do PSD, mas quem lidera as intervenções é o vereador Miguel Almeida. É uma estratégia?

R – Nos assuntos antes da ordem do dia, tenho tido mais participação porque tem sido discutida a atividade financeira da câmara e essa responsabilidade é minha. A vereadora já disse, aliás, que assume todas as responsabilidades dos tempos em que esteve no executivo. (…) Eu entendia que Lídio Lopes, para a concelhia, e Teresa Machado, para a mesa do plenário, não deviam ter-se candidatado, porque são protagonistas de oito anos de executivos do PSD. A Figueira precisa de rostos novos.

P – Essa decisão fragilizou a ação política do partido?

R – Acho que é evidente que vai haver uma altura em que é inevitável abrir os armários e vermos os esqueletos que lá temos dentro.

P – Considera que o PSD está condicionado pela herança financeira que deixou no executivo?

R – A atividade política do PSD não pode estar condicionada. Eu não digo que a vereadora Teresa Machado não deva estar na câmara e Lídio Lopes na Assembleia Municipal e na presidência da concelhia. (Mas) isso não impede que se comece a chamar para o partido pessoas que não fazem parte e pessoas que já fazem parte mas que estão na penumbra, só assim é possível fazer uma oposição credível, daqui para a frente.

P – Alguns companheiros seus do PSD dizem que foi o mentor da candidatura (Figueira 100%) de Daniel Santos…

R – Tive conversas com o eng. Daniel Santos sobre aquilo que eu gostaria que acontecesse.

P – E aquilo que gostaria que acontecesse era que fosse ele o candidato do PSD?

R – Não vou responder. Mas, a seu tempo, dentro do partido, admito que essa conversa tenha que voltar, para expurgar algumas coisas.

P – Não faz parte da atual direção da concelhia. Foi Lídio Lopes que não lhe renovou o convite?

R – Sim, mas ele sabia que se me convidasse eu não aceitava. Dou-me muito bem com Lídio Lopes. Do ponto de vista de estratégia política, em alguns casos, defendo coisas diferentes. Do ponto de vista político, acho que houve erros. E agora estamos a pagá-los.

P – Que erros foram esses?

R – A forma como o processo autárquico foi conduzido. Mas vamos ser claros: esses erros devem ser distribuídos, não só pela concelhia mas também, de forma muito relevante, pela distrital!

P – Santana Lopes, a quem chama “O Saudoso”, está disponível para regressar à Figueira?

R – Acho muito difícil. Nas últimas autárquicas, se não tivesse sido pressionado a candidatar-se a Lisboa, ter-se-ia candidatado à Figueira.

Esta entrevista pode ser ouvida, também, no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.

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