Sentido único nos carris do protesto para a construção do Metro

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A Câmara de Coimbra decidiu ontem preparar, em conjunto com os deputados da Assembleia Municipal, uma posição conjunta que explique “a importância do projeto e a forma como ele é compatível com o PEC”. O tema vai ser abordado amanhã, na primeira reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Coimbra, tendo saído da reunião do executivo de ontem a certeza de que em preparação está um documento que junte todas as forças políticas com assento naquele órgão.

O objetivo é que, no próximo dia 19 de janeiro, “seja apresentada na Assembleia da República um documento de unanimidade” que poderá, também, ser aprovado pelas assembleias de Miranda do Corvo e da Lousã.

Para além da posição conjunta, o antigo presidente da Metro deixou algumas propostas que podem ajudar a mostrar aos governantes a importância do projeto. A publicação “paga” de textos em órgãos de comunicação social ou a realização de um filme que mostre “o desaproveitamento do investimento” que neste momento está a ser feito são soluções que obtiveram a aprovação de todos os vereadores.

Francisco Queirós, da CDU, aproveitou para lamentar a promiscuidade entre as estruturas regionais do PS e o Governo e que “resultaram em coisa nenhuma”. Carlos Cidade, do PS, mostrou a solidariedade relativamente à posição tomada pelo presidente, deixando no futuro o desejo de que a questão “não arrefeça”. De tal forma que pediu a todos os deputados eleitos pelo círculo de Coimbra na Assembleia da República “assumam a sua posição e convençam os outros a tomar uma posição clara”.

João Paulo Barbosa de Melo aproveitou para dar a conhecer a posição da autarquia na reunião com o ministro e secretário de Estado. “A história não nos perdoaria se hoje, perante dificuldades grandes mas passageiras, parássemos irremediavelmente o Metro Mondego, destruindo um pilar fundamental dessa região metropolitana”, afirmou.

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