Grécia

Na revista Newsweek – edição especial n.º 1 de 2011 – são entrevistados membros do Governo grego e líderes de grandes empresas. A entrevista a George Papandreou, primeiro-ministro socialista, nascido na América, é de enorme interesse e actualidade.

Papandreou afirma que está a reformar o país, que está a mudá-lo, o que não tinha sido possível fazer nos últimos anos por razões culturais e manifesta incapacidade generalizada, elogia o apoio do FMI e não faz uma crítica directa aos seus antecessores. A reforma do sistema de pensões, a desburocratização da administração pública, a colocação de todas as acções de governo na Web, a contabilização exacta do número de funcionários públicos, a digitalização do sistema de saúde (para poder calcular custos reais em tempo real) são aspectos referidos como de controlo da despesa pública. A descentralização ou, como afirma Papandreou, a “libertação” do sistema de educação do controlo central é uma reforma enaltecida pelo governante Socialista. “A Educação continuará a ser gratuita mas será utilizado um sistema de “voucher” para estimular a competição entre universidades” (sic). Se a reforma se revelar bem sucedida, o mesmo passo poderá ser pensado para a educação não-superior. O primeiro-ministro reconhece as dificuldades que as pessoas estão a sentir. Espera que a médio-prazo as coisas melhorem mas pede tempo e paciência ao seu povo. É um discurso humilde, não ideológico e pragmático. Três qualidades que bem precisaríamos de sentir como atributos de um nosso primeiro-ministro.

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