Editorial: Vergonha em direto

Posted by

São imagens como as que temos visto nas televisões que mostram a tragédia vivida no Brasil que nos ajudam a relativizar as coisas da vida, mesmo as mais complicadas.

Ao lado de uma tragédia que já matou (até ontem à noite) 626 pessoas, as tricazinhas da política e os ataquezinhos pessoais de baixo nível que estão a marcar a campanha eleitoral para as Presidenciais não são mesmo nada. Pena é, no entanto, que essas “cenas” sem nível nos entrem pela casa dentro a qualquer hora do dia e da noite e, mais ainda, em horário nobre.

Como é que, depois, se armam em defensores dos políticos portugueses se eles – mas não só –, os candidatos ao mais alto cargo na Nação, não sabem dar o exemplo. Nem sempre responder às provocações – muitas feitas em tom negativo – dos nossos opositores é sinal de inteligência.

Bem pelo contrário. Na verdade, já lá diz o povo português que “quem não se sente não é filho de boa gente”. Mas é preciso tanta “bandalheira”? Quem ganha com isso? Quem mais atacar? Que mais “podres” descobrir em relação ao opositor? Ou quem mais consegue desviar as atenção dos seus próprios podres? Mas será que não há consciência de que, enquanto andam à caça de podres uns dos outros, se está a perder uma boa oportunidade para pôr o país a discutir as coisas que realmente interessam? Onde estão, afinal, os interesses nacionais? E depois querem que o povo respeite os políticos?

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.