Com as palavras de Torga

Nasceu transmontano, mas Coimbra marcou-lhe a vida e a obra. Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha [São Martinho de Anta, 12 de agosto de 1907/Coimbra, 17 de janeiro de 1995] é um dos nomes grandes da literatura portuguesa do século XX. Contista de exceção, romancista, ensaísta e dramaturgo, Miguel Torga é autor de mais de meia centena de obras, na sua esmagadora maioria escritas em Coimbra, ali à Portagem, a “ver correr, serenas, as águas do Mondego”.

Hoje, no dia em que passam 16 anos sobre a do escritor, Coimbra presta-lhe homenagem, na sua casa-museu, com a conferência de Regina Rocha subordinada ao tema “Coimbra nas páginas de A Criação do Mundo e do Diário de Miguel Torga”. Às 10H30 e às 15H00, as sessões destinam-se às escolas (fundamentalmente aos alunos do 10.º ano, tendo em conta o programa de Português do Ensino Secundário). Às 18H00, é o público em geral que poderá assistir à comunicação da escritora e professora de português na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra.

De acordo com uma nota da organização, qualquer uma das sessões – de acesso gratuito –, implica uma inscrição prévia, o que poderá fazer-se através do telefone 239 702 630 (Casa Municipal da Cultura de Coimbra).

Ainda de acordo com a nota, na conferência de hoje, Maria Regina Rocha socorre-se exatamente da ligação do escritor a Coimbra para lançar o convite à participação de professores e alunos num percurso pela obra “A Criação do Mundo” e pelos 16 volumes do “Diário” de Torga. Como a própria faz questão de salientar, “são mais de 60 anos de escrita que nos mostram um escritor profundamente ligado a Coimbra”, cidade a que se refere com as seguintes palavras: “Ando, dou a volta ao mundo, mas acabo por vir dormir aqui. Esta Coimbra é assim. (…) Aqui sonha-se!”.

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