António Tavares: “o CAE era gerido ao sabor do calendário eleitoral”

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António Tavares, vereador independente com vários pelouros, transitou da oposição, no anterior mandato, para o executivo de João Ataíde.

P- A separação do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira Grande Turismo (FGT) foi a sua primeira grande medida. Impunha-se?

R- Antes de avançar com medida, procedi à auscultação e à consulta de pessoas com experiência no domínio da gestão cultural e todas elas me diziam que a câmara abraçasse a gestão do CAE porque uma empresa de turismo não tem vocação para gerir um espaço cultural.

P- Encontrou elementos que sustentassem essa opinião?

R- Encontrei provas de que, de facto, a FGT não geria o CAE da forma mais acertada. (…) Fazia uma gestão ziguezagueante que andava, digamos, ao arbítrio do calendário eleitoral. Não denotava grande preocupação em inovar, em superar determinadas dificuldades, e, sobretudo, afirmou o equipamento como um mero comprador de espetáculos às grandes produtoras.

P- Como é que ele é gerido atualmente?

R- Por um lado, é um equipamento que proporciona às pessoas determinadas ocupações, do ponto de vista da sua formação cultural, daí o aparecimento da escola de artes, administrada pela companhia de dança residente, a Vortice.Dance. Por outro lado, é a projeção da Figueira da Foz como uma cidade cultural.

P- As coletividades continuam a reivindicar uma revisão do regulamento. Admite alterá-lo?

R- Estou disposto a alterar o regulamento quando me demonstrarem que pode ter aspetos negativos e prejudicar a vida das coletividades. A verdade é que, em 2010, a proposta de apoio às coletividades foi aprovada por unanimidade, o que não acontecia no passado.

P- Por seu lado, os comerciantes mantêm que a taxa de publicidade está a afetar o negócio. Que medidas está a tomar para minimizar os efeitos?

R- O que vamos fazer é reavaliar o regulamento na sua globalidade, mas vamos precisar do primeiro semestre deste ano para fazermos uma análise consentânea (com os resultados da aplicação do documento).

P- Quando estava na oposição defendia um programa de eficiência energética…

R- A câmara gasta na iluminação pública quase um milhão de euros por ano. Foi feito um diagnóstico do concelho, em termos de iluminação pública e algumas medidas já foram aplicadas. O dossiê está pronto para o levarmos à EDP e protocolarmos a aplicação de todas as suas medidas (que perspetivam uma redução dos custos).

P- Em que estádio se encontram os processos disciplinares levantados contra alguns funcionários da Divisão de Higiene e Limpeza?

R- Ainda não há nenhuma conclusão. (Mas) os serviços de Higiene e Limpeza funcionam muito melhor do que funcionavam há um ano.

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