“A menina nunca fala do pai”, declarou a médica

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Foto de Jot´ Alves

A médica que tem acompanhado a filha de Mário Pessoa e Manuela Rama prestou ontem declarações por videoconferência, naquela que foi a quarta sessão do julgamento do homicida de Carapinheira, que decorre no Tribunal de Montemor-o-Velho.

A menina, de sete anos, vive com o tio materno, em Évora. “No início, rejeitava qualquer contacto físico afetivo. Vivia num estado de negação, nunca quis falar sobre o assunto”, disse a especialista.

Recorde-se que a criança assistiu à morte da mãe e também foi atingida pelos tiros de caçadeira, disparada pelo pai no interior de uma ambulância no dia 29 de novembro de 2009.

 “Ela nunca fala do pai”, mas “tem muitas saudades da mãe”, acrescentou a médica. Por seu turno, o tio, José Rama, afirmou: “quando se refere ao pai, diz que não tem pai”.

Entretanto, o arguido foi intimado pela Caixa Geral de Aposentações a pagar mais de 119 mil euros de indemnização por danos patrimoniais provocados à família do cabo Dias. A viúva do guarda, por sua vez, vai receber uma pensão de sangue mensal no valor de 1.099 euros.

Na sessão de ontem, Mário Pessoa, que responde por 11 crimes, optou pelo silêncio.

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