Tiros e desacatos no Tribunal de Coimbra

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Um casal que habita no Parque Nómada do Bolão foi esta tarde condenado a oito anos e meio e sete anos de prisão, respetivamente. Os dois foram acusados da prática de crime de tráfico de estupefacientes na forma agravada, já que os dois têm no registo criminal duas condenações devido ao mesmo crime.

Logo após ter tido conhecimento da sentença, a procuradora solicitou junto da presidente do coletivo de juízes a alteração da medida de coação dos dois arguidos – de apresentações periódicas para prisão preventiva.

Os advogados de defesa não concordaram com o pedido, tendo solicitado a manutenção das medidas enquanto a decisão não transitar em julgado. A juíza pediu cinco minutos para tomar uma decisão, a qual foi favorável à pretensão da procuradora.

A partir daqui, o arguido insurgiu-se com a decisão, tendo atirado com o casaco para o chão e gritado para o exterior. Do lado de fora da sala, os familiares forçaram a entrada, tendo partido os vidros da porta da sala. Os desacatos continuaram nos corredores do tribunal com empurrões e agressões entre os agentes e elementos da família dos arguidos.

Os problemas estenderam-se para a Rua da Sofia, onde um agente da PSP atirou dois tiros para o ar para tentar serenar os ânimos. Apesar disso, e perante o pedido de reforços, os ânimos continuaram exaltados, de tal forma que uma rapariga partiu os vidros de uma das janelas do tribunal e um elemento do sexo masculino ficou ferido com alguma gravidade numa acesa troca de palavras com um agente da PSP. No meio desta confusão, há ainda que assinalar mais um ferido que foi assistido no local por elementos da Cruz Vermelha Portuguesa.

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