PS propõe agora o que o PS chumbou, diz Pureza

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O que leva a Concelhia do PS a propor, a 4 de dezembro, o mesmo que o partido, em bloco, recusou há duas semanas, no Parlamento? A contradição – que até nem é virgem – foi ontem enfatizada pelo deputado eleito por Coimbra e líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza.

Em causa, na circunstância, uma proposta que viabiliza o prosseguimento das obras do metro. Mas, como acentua Pureza, são imensas as propostas do Bloco de Esquerda que o PS rejeita e que, mais tarde, repega. Outras, por contra, já foram do PS, mas agora, por ser o BE a apresentá-las, merecem um “chumbo”. Exemplo? “O projeto sobre o segredo bancário, que não era mais do que o repegar de proposta que tinha sido feita por João Cravinho”, diz o deputado.

O BE, recorde-se, propôs a cativação, a favor da Refer, de 25 milhões de euros para garantir a continuação das obras do metro. A proposta, em sede da discussão do Orçamento do Estado, na especialidade, foi rejeitada pelo PS, com abstenção de PSD e CDS. No sábado, a Concelhia do PS veio defender a obra, em três anos, com dotação global de 90 milhões de euros, sendo a primeira tranche, para 2011, justamente de 25 milhões de euros.

Para José Manuel Pureza, estas atitudes são “típicas” da atual direção do PS, que parece apostada em “criar à volta do Bloco de Esquerda um cordão sanitário, uma blindagem que é total”.

Num almoço com jornalistas, em que fez o balanço do primeiro ano de mandato, o deputado aproveitou para relevar um momento crucial: a reunião, promovida em Coimbra, com instituições particulares de solidariedade social. Estiveram mais de seis dezenas de pessoas – “o que, noutras alturas, seria seguramente difícil, numa iniciativa do BE”. Mas, o mais importante foi mesmo a expressão generalizada da crise, com um número cada vez maior de pessoas a pedirem apoio, “muitas delas para comer”.

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