Protocolo vai potenciar investigação na área da imagiologia cerebral

Potenciar o diagnóstico avançado e a investigação de ponta orientada para o doente são os principais objetivos do protocolo que se celebra amanhã (29) entre os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e a Associação Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral.

Com sede em Coimbra, esta associação é uma instituição privada sem fins lucrativos que representa e possibilita as atividades da Rede Nacional de Imagiologia Cerebral, um consórcio atualmente com cinco universidades que permite a investigação conjunta e a partilha de dados sobre o cérebro e as doenças neurodegenerativas.

“É uma parceria estratégica, que reforça o espírito de cooperação entre as universidades e os HUC”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral (ANIFC), Miguel Castelo-Branco, a propósito do protocolo.

Através do protocolo de cooperação, a rede proporciona uma infraestrutura que inclui equipamentos (“hardware” e “software”) e “recursos físicos, científicos e humanos que podem potenciar, do lado dos HUC, o diagnóstico avançado”.

À Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral é possibilitada a investigação de ponta orientada para o doente.

Fundada por um consórcio de quatro universidades (Coimbra, Aveiro, Porto e Minho), a que se juntou depois a Universidade Católica, a rede permite o acesso da comunidade científica a equipamentos de ressonância magnética na área da imagiologia funcional cerebral e de eletrofisiologia de alta densidade.

Ao ser inaugurado o seu nó de Coimbra há dois anos, no pólo III das Ciências da Saúde da Universidade, a rede foi apresentada como uma estrutura “inovadora e moderna”, permitindo a investigação conjunta e a partilha de dados sobre o cérebro e as doenças neurodegenerativas.

Segundo uma nota dos HUC, o protocolo visa o desenvolvimento conjunto de projetos de cooperação científica e técnica, alicerçados na produção de mais-valias mútuas para apoio à investigação clínica avançada, abrangendo os interesses estratégicos de áreas que incluem, entre outros, a imagiologia, neurocirurgia, neurologia, oftalmologia e psiquiatria.

“A rede, ao proporcionar instrumentos de análise, ajuda a tornar o diagnóstico mais objetivo”, disse ainda Miguel Castelo-Branco, ao salientar também o potencial do protocolo na construção de bases de dados.

Para o professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, “este tipo de protocolo antecipa um pouco o futuro, porque o futuro é trabalhar em rede, para bem do doente”.

O protocolo é celebrado às 12:30 nos HUC pelo presidente do conselho de administração deste estabelecimento, Fernando Regateiro, e pelo dirigente da ANIFC.

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