O campeão dos campeões… que chumbou no código

Não terá certamente dificuldades em pronunciar o apelido Albuquerque. O mesmo não podem dizer os alemães, que foram obrigados a anunciar este nome como vencedor da recente Corrida dos Campeões… mas também todos os outros estrangeiros amantes de automobilismo.

Apesar das dificuldades, a verdade é que Filipe Albuquerque os vai obrigando a pronunciar o seu apelido, conquista após conquista.

O DIÁRIO AS BEIRAS quis conhecer um pouco mais o jovem conimbricense que tem feito furor no automobilismo de velocidade nos últimos anos… e saber quando, afinal, é que o podemos ver na Fórmula 1 (F1).

“Fiz testes de F1 e os engenheiros diziam que estava preparadíssimo… mas depois faltou a última etapa, que é o interesse económico e o investimento”, explica o piloto.

Aos 25 anos, Filipe Albuquerque não se mostra fustrado por não ter chegado (ainda) ao maior palco do automobilismo.

Fez parte das escolas da Red Bull, lado a lado com o mais recente campeão do mundo, mas faltou-lhe um mecenas para poder correr… afinal, “hoje em dia, as empresas preferem um piloto pagante a pilotos com talento, porque lhes asseguram o resto da época”, explica o jovem.

Apesar de tudo, Filipe Albuquerque não se sente frustrado, porque fez tudo para conseguir o sonho. A Red Bull “queria que vencesse dois campeonatos num ano, o Europeu e o Norte da Europa [na Fórmula Renault] e eu venci-os. Depois, fui para a World Series, não com a equipa de topo que eles têm e, ainda assim, o objetivo era ficar entre os cinco primeiros… eu fiquei em 4.º e ainda fui o melhor estreante”. Chegou a ser considerado o melhor piloto junior da Red Bull em 2006, mas o destino não quis que fosse ele o Vettel.

Aliás, o alemão conhece-o bem. Ele, Buemi e Algersuari, todos pilotos da Red Bull, com quem conviveu nas escolas da equipa. E na altura não saiu por ser pior do que estes… “Numa brincadeira que costuma haver entre pilotos, quando fazíamos uma semana de treinos, houve uma corrida de karts entre todos… e eu venci. Foi uma brincadeira, não me posso gabar da vitória, mas, pelo menos, é bom para a consciência”, recorda sorridente.

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