Luís Vilar condenado a três anos e meio de prisão (atualizado com podcast)

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Declarações de Artur Marques, advogado de Domingos Névoa

 

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Declarações de Luís Vilar e Castanheira Neves

 

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O antigo vereador da câmara de Coimbra, Luís Vilar, foi estar tarde condenado a uma pena única de três anos e meio de prisão, suspensa por igual período.

De acordo com a presidente do coletivo de juízes, o ex-líder da concelhia socialista foi condenado pela prática de um crime de corrupção passiva para ato lícito (22 meses), um crime de abuso de poder (18 meses), um crime de angariação de fundos para partido político (14 meses) e tráfico de influências ( três meses). Ao mesmo tempo, o tribunal entende que o arguido deve fazer o pagamento no prazo de um ano de uma verba de 12.500 euros a duas instituições de solidariedade social: Casa dos Pobres e Casa do Gaiato.

Quanto ao arguido Domingos Névoa, foi absolvido da prática de um crime de corrupção ativa para ato lícito por este ter prescrevido em 2004. Ou seja, antes deste ter sido constituído arguido neste processo. Sublinhando que este tipo de crimes têm vindo a “aumentar no últimos tempos”, a juíza presidente do coletivo considera que a punição aplicada a Luís Vilar deve “também servir de exemplo”. Embora sublinhe que só depois de ler o acórdão tomará uma decisão, em sintonia com o seu cliente, o advogado de Luís Vilar admite recorrer da decisão.

“A procissão vai no adro, acaba de se completar um episódio de uma peregrinação até àquele que espero que seja o episódio da vitória final”, afirmou o advogado Castanheira Neves. O advogado disse que “alguns aspetos do acórdão causaram alguma perplexidade”, escusando-se a especificar com o argumento de que precisa de “ler e analisar” a decisão do tribunal.

Luís Vilar também admite interpor recurso, afirmando, no entanto, que só decidirá depois de falar com o advogado. O antigo vereador da Câmara de Coimbra também não exclui a possibilidade de proceder criminalmente contra algumas pessoas, garantindo que agirá “em conformidade” com aquilo que determinar a sua “consciência cívica”. Faltou “profissionalismo na investigação”, acusa Vilar, queixando-se de que a sua vida foi “vasculhada durante sete anos à margem da lei e da própria Constituição da República”.

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