Projeto do PROT Centro não serve região

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A Câmara de Coimbra aprovou ontem uma deliberação contra a proposta final de Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região Centro (PROT Centro). No entender dos vereadores socialistas, a sua aprovação representaria “graves prejuízos para a cidade e região”, pois a proposta “assume posições tão prejudiciais quer para a posição institucional” de Coimbra, “quer para as suas condições base de desenvolvimento”.

No entender dos quatro eleitos socialistas, que apresentaram um documento na reunião do executivo, o PROT Centro, que está em fase de discussão pública, não destaca “convenientemente a capacidade existente na área da saúde, não assumindo Coimbra como pólo nacional de excelência na saúde”.

Aliás, o vereador socialista Álvaro Maia Seco não acredita que a universidade tenha dito que “a excelência e concentração de serviços não tem correspondência em termos de concentração e recursos do conhecimento científico , domínio em que os indicadores FCT existentes não favorecem essa posição”. Como tal, solicita que em caso de erro os serviços da CCDR corrijam esta afirmação. Até porque o “liminar descartar do aproveitamento da existente e inequívoca massa crítica e diversidade de serviços de saúde”, de empresas e de “profissionais altamente qualificados e de saber”, para a aposta estratégica no desenvolvimento de um pólo de saúde” é “inaceitável”.

“Não se trata de uma questão meramente simbólica”, mas antes de uma perspetiva que “pode ter graves consequências”, pois poderá “condicionar fortemente opções futuras de desenvolvimento da região Centro”, adverte o líder da bancada socialista.

O vereador considera ainda essencial que o plano explique “de forma mais inequívoca a necessidade de concretização a curto médio/prazo de um conjunto de infraestruturas de transportes de importância estratégica para Coimbra e a sua região”, como o Metro Mondego e “a linha de alta velocidade Lisboa-Porto com o novo Interface Multimodal”.

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