Eu deputado: Requiem pelo Metro

O Governo prevê no Orçamento a extinção da Sociedade Metro Mondego e a transferência para a REFER da concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego. A empresa não deixa saudades: anos seguidos de existência, com uma administração de alternância típica do bloco central naturalmente remunerada mas sem obra minimamente consumada. Não é, pois, por pôr fim à Metro Mondego que esta disposição do orçamento nos deve preocupar. O sentido da coisa é outro e é claro: adiar para as calendas o projecto do metro ligeiro de superfície em Coimbra e não assumir nenhum compromisso quanto à reabilitação do ramal da Lousã. E isso é inaceitável.

Há empreitadas em execução no valor de cerca de 50 milhões de euros. Há carris levantados entre Coimbra e a Lousã. Há um canal aberto na baixa da cidade e demolições feitas e por fazer. Mas, mais que tudo, há populações que se sentem troçadas há década e meia. Adiamentos atrás de adiamentos. Sempre “temporários”, claro.

O Portugal dos PEC é isto mesmo: penalizar quem se desloca para trabalhar, adiar sine die o nunca cumprido investimento estruturante, desbaratar investimentos feitos e prometer, prometer sempre, um futuro em que tudo vai ser reposto… nos carris.

Pelo meu lado, honrarei o compromisso que assumi com os eleitores e apresentarei para inscrição em PIDDAC os montantes necessários à plena prossecução deste projeto imprescindível para Coimbra e sua região.

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