Partidos vivos

Um partido disputado é um partido vivo. Prova de vida maior – e pior… – não pode fazer o PS no distrito de Coimbra.

Mário Ruivo protagonizou a vitória, um sinal de renovação do PS. Mas as eleições são a prova de um partido dividido, com o histórico Victor Baptista a ser derrotado por quatro votos. E além de dividido, o partido enferma de outras maleitas. Não é normal um candidato derrotado, no caso o deputado Victor Baptista, ser alvo do que denúncia: alegadas tentativas de aliciamento a “calar-se”, a troco de um “tacho” bem remunerado garantido pelo partido. A ser verdade o que denuncia, e a credibilidade é um activo que capitaliza, algo no PS está tão mal, ou pior ainda, que o país.

Depois do difícil caminho que Mário Ruivo trilhou até à vitória, o homem da renovação PS no distrito tem agora, ainda, a missão de fazer desaparecer os “estilhaços” desta polémica.

O PSD também vive período eleitoral no distrito. Marcelo Nuno, até agora único candidato, apontado como o rosto da renovação do PSD em linha com a actual liderança de Pedro Passos Coelho, apresenta-se com muitos e notáveis apoios. Menos o de Jaime Soares, o “peso pesado” do PSD.

Em nome da dignificação da actividade política, aprenderá o PSD algo com a triste prova de vida que o PS acaba de dar?

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