Orçamento com juízo!

Juízo e bom senso são as palavras que estão na ordem do dia. Portugal atravessa um momento politicamente complicado e todos deviam saber verdadeiramente ocupar os lugares para os quais foram legitimamente eleitos! Recentemente, José Sócrates disse e com razão que «é muito importante no juízo dos portugueses que todas as acções políticas das lideranças sejam avaliadas». O Primeiro-ministro propôs uma conversa com o líder do PSD, propôs uma negociação prévia do Orçamento do Estado, por isso era fundamental para o país, com o intuito de ambos procurarem uma solução de compromisso. Incredulamente, a resposta de Pedro Passos Coelho foi negativa.

É preciso não esquecer nunca que as nossas decisões acarretam consequências e esta postura do líder do PSD traz obviamente resultados que poderão ser graves para os portugueses… porque, e segundo afirmações de José Sócrates, o Governo não poderá continuar em funções se o Orçamento para 2011 for rejeitado.

É de facto de lamentar que o presidente do PSD tenha recusado uma negociação prévia da proposta do Governo quando o que está em causa é o futuro do país! Recusa e precisa de testemunhas. São declarações e posturas perfeitamente desenquadradas com as necessidades do país. Porque uns precisam de testemunhas e outros não….

Nunca nos podemos esquecer que caso o Governo se demita só haverá um novo Orçamento em Agosto de 2011, com um Governo em gestão corrente até Maio… essa não é a solução que o país necessita. E nunca nos esqueçamos que isto acontece sempre com o olhar atento dos credores internacionais…

A situação política e económica é delicada e pede-se, por isso, consenso em torno do Orçamento do Estado. O documento, que deverá ser discutido a 15 de Outubro, seguirá a linha das decisões já conhecidas, designadamente no que refere ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Ora, se o PSD viabilizou o PEC, e uma vez que este é um orçamento que concretiza esse programa, o Partido Social-Democrata continua a ser considerado “o parceiro natural” nesta matéria.

As necessidades e os papéis são claros! Compete ao Governo elaborar o Orçamento e compete ao Parlamento aprovar o Orçamento. E são estes, os representantes democraticamente eleitos pelo povo, que terão a última palavra sobre o OE2011!

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