O rigor de gerir!

É a expressão que mais se tem ouvido nos últimos meses: «temos de apertar o cinto!». Esta é uma realidade incontornável, todos temos mesmo de ser mais rigorosos na nossa gestão, em casa, nos nossos empregos, na nossa associação… é uma verdade transversal na sociedade actual em todo o mundo.

A gestão autárquica está condenada a tempos bastante difíceis. A redução nas receitas é inevitável e por isso os orçamentos para 2011 serão também de austeridade.

É com coragem e grande rigor que se terá de gerir o futuro próximo. Com coragem porque é chegado o momento de dizer mais vezes que NÃO. Com mais rigor porque as receitas serão menores e por isso a actividade corrente das autarquias tornará a gestão autárquica mais complexa.

O paradigma da gestão autárquica muda. Gerir com sentido de responsabilidade e estado significará ser mais rigoroso e provavelmente dizer mais vezes que NÃO, assumindo por vezes o compromisso com medidas pouco populares. Decidir será assim mais difícil. Ninguém gosta de tomar decisões pouco populares, mas o que fazer para reduzir despesa quando as receitas são menores? Continuar, por exemplo, a gastar milhões de euros com actividades do índole recreativo e festivo?

É com coragem e determinação que teremos que enfrentar o futuro próximo e assumir com frontalidade onde vamos cortar a despesa.

As políticas autárquicas são políticas de proximidade directa com as pessoas e é olhos nos olhos que temos de dizer a verdade aos nossos munícipes.

É tempo de combater o desemprego, com a criação de emprego e para isso é preciso ser empreendedor e determinado; é tempo de combater o desinvestimento com investimento canalizando recursos financeiros para obras estruturantes e que melhorem a qualidade de vidas das pessoas; é tempo de combater o despesismo com sinais claros de poupança e para isto há que avaliar o dinheiro que se gasta em festividades, há que optimizar recursos, há que medir criteriosamente o apoio a causas e instituições; é tempo de combater as políticas de interesse pessoal com políticas de interesse público promovendo a responsabilidade colectiva e congregando esforços na luta pela transparência e honestidade; é tempo de combater a austeridade com momentos de oportunidade sendo pró-activo e inovador na procura de oportunidades que sirvam os desígnios das populações e que ajudem os municípios no melhor desempenho das suas funções.

Em tempos de crise os autarcas assumem um papel determinante em toda a conjuntura económica e social e certamente que todos dirão presente para assumir as suas responsabilidades.

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