Editorial: Nova praxe em Coimbra

A hora é de união, mas não em tudo, nem para todos. Numa altura em que o país está obrigado a reconhecer que tem que criar dimensão para concorrer com o mundo, aos mais diversos níveis, em Coimbra os estudantes do ensino superior privado e politécnico optam por caminhos separados dos seus colegas universitários.

Também é certo que apenas as festas – Latada e Queima das Fitas – teimavam em unir o que parecia separado à nascença. É certo que ao longo dos (últimos) anos, os estudantes das escolas privadas e politécnicas foram ganhando algum espaço na Academia, em especial, no Cortejo da Queima das Fitas.

Bateram-se por ele… e ganharam. Uma vitória que, desde o início, lhes soube a pouco. E, talvez por isso, as estruturas estudantis – e os estudantes – das referidas escolas querem mais.

Querem criar “um espaço de diferença, face à universidade, no que respeita aos valores e às tradições académicas”. Querem uma “praxe alternativa”.

Não falam em corte com as tradições académicas da Universidade de Coimbra. O que não deixa de ser um sinal de inteligência… e dos tempos! Que melhor forma para enfrentar a crise… do que (mais) festa?

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