Baixa da Figueira da Foz transformada em canal

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Bastaram 10 minutos de chuva intensa, com início às 11H00 (dia 29), para as inundações mobilizarem as duas corporações de bombeiros da Figueira da Foz e a Proteção Civil. Foi na Rua da República e zona adjacente onde mais se fizeram sentir os efeitos da enxurrada, com pequenas inundações em vários estabelecimentos. Entre a Rua 10 de Agosto e a Praça 8 de Maio, registou-se a maior concentração de água. Recorde-se que esta zona foi desenhada como área pedonal, mas acabou por ser aberta ao trânsito de automóveis.

Os comerciantes protestavam contra a alegada falta de limpeza das sarjetas. Falando para o DIÁRIO AS BEIRAS, o vereador António Tavares rebateu as críticas, afirmando que, nas últimas semanas, “foram limpas mais do que uma vez”. E a Rua da República, destacou, foi lavada a pressão para desimpedir os canais de escoamento.

Segundo o autarca, “o problema é que o sistema das águas pluviais não está devidamente concebido, na zona de passagem de automóveis, que empurram as poeiras e as areias para a zona de drenagem”. Só existem duas soluções: “ou corta-se o trânsito, ou então terá de se mexer no sistema de águas pluviais”. Registe-se que as últimas obras de requalificação da Rua da República foram inauguradas nesta década.

A chuva diluviana que se abateu sobre a Figueira da Foz provocou ainda inundações no Passeio Infante D. Henrique e em Buarcos, S. Pedro e Vila Verde. Na A14, na zona do pórtico, à entrada da cidade, a acumulação de água condicionou o trânsito e alguns condutores perderam o controlo da viatura na sequência do efeito de hidroplanagem. Não se registaram feridos.

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