André Figueiredo nega críticas de Victor Baptista

O deputado socialista Victor Baptista acusou o chefe de gabinete do secretáriogeral do PS de o ter tentado afastar da corrida à presidência da Federação de Coimbra com um cargo numa empresa pública, acusação negada por André Figueiredo.

O deputado socialista, que se queixa de várias irregularidades no ato eleitoral que terminou em polémica e com uma diferença de cinco votos a favor do candidato Mário Ruivo, disse que “havia uma intenção deliberada com a minha recandidatura e passei a estar atento a todo o processo”.

“A tramóia passa por emitir mais de meio milhar de papéis, fotocópias, designados “gestão de quotas” e que gestão! Sem numeração, a que pretendem chamar recibo de pagamento de quotas de militantes esquecendo os requisitos legais para a emissão de faturas ou documentos equivalentes entre os quais se encontra o recibo”, explica Baptista aos colegas de bancada.

O economista salienta que “para o pagamento de quotas é preciso cumprir o Regulamento de Quotas e este não prevê a possibilidade de pagamento colectivo” que, segundo afirma, terá acontecido com um cheque para pagar as dívidas de militantes que já não pagavam há cerca de sete anos e mais.

Contactado pela agência Lusa, André Figueiredo disse não comentar declarações “dessa índole” e salientou que, em 19 atos eleitorais, apenas Coimbra registou “este tipo de acontecimentos, logo desde o início da campanha”.

“Sinto-me perfeitamente tranquilo e com a noção de dever cumprido, pois sempre pautei as minhas atitudes por princípios de transparência, rigor e isenção”, afirmou o chefe de gabinete de José Sócrates no PS, acrescentando que “atitudes e afirmações ficam com quem as pratica que terá de se responsabilizar por elas”.

André Figueiredo refere ainda que os antecedentes do processo eleitoral, por parte de Victor Baptista, se pautaram “por ataques pessoais a camaradas e dirigentes do partido, ao invés de se concentrar no debate de ideias e propostas políticas que enriquecessem a campanha eleitoral interna”.

O responsável socialista considera que deve “preservar a boa imagem do PS, dos seus militantes e dirigentes” mas reserva para si o direito de, no final do processo eleitoral das 19 federações, que termina nos congressos distritais a 23 de outubro, “lançar mão à justiça” se entender que foi alvo de difamação, falsidades e injúrias”.

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