Quatro igrejas assaltadas em Alvaiázere

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As igrejas do concelho de Alvaiázere estão na mira dos ladrões. Uma vaga de assaltos desencadeada no início do mês culminou com a identificação e detenção de dois indivíduos, apontados pela GNR como responsáveis por roubos em Maças de Caminho e Almoster. No primeiro caso, o indivíduo terá quebrado o vidro de uma pequena janela, mas feriu-se nos vidros e acabou por sair de mãos ensanguentadas e vazias. O responsável da paróquia, padre Celestino Ferreira Brás, sublinha o facto do homem ser pequeno “porque conseguiu entrar onde mal entra uma mão”. O ladrão acabou por confessar.

Muito mais grave foi o assalto à igreja de Almoster, na madrugada da passada quarta-feira, quando um rapaz de 20 anos arrombou a porta do templo e levou cerca de 400 euros que se encontravam no lampadário, a que se junta um computador, um projetor vídeo e dois microfones, material utilizado na catequese e avaliado em três mil euros. A GNR demorou apenas algumas horas a deter o autor do furto, um jovem com antecedentes policiais, residente na freguesia. O material eletrónico foi recuperado, mas o dinheiro não. Foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência. Os indícios recolhidos apenas permitem indiciá-lo por dois assaltos, onde se inclui também uma residência em Maças de Dona Maria. Só as investigações em curso vão apurar se efectivamente o indivíduo está envolvido nos restantes furtos.

Dois dias antes tinha sido a própria igreja da sede do concelho a receber a visita de um ladrão. Foi um assalto inédito porque ocorreu no domingo à tarde, por volta das 16H40, com várias pessoas nas redondezas. O padre Celestino confirma que “foram retirados cerca de 350 euros da gaveta do prior, depois de ter sido arrombada a porta do escritório da igreja, assim que o sacristão saiu”. O ladrão teria cerca de 35 anos, de acordo com informação recolhida junto de testemunhas. “Foi tudo muito rápido, entrou num carro e colocou-se em fuga”, dizem à reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS.

Também a freguesia de Pélma viu a sua igreja ser assaltada neste mês de Outubro, sem que tivesse sido possível fazer, até agora, uma avaliação rigorosa dos prejuízos. Uma coisa é certa: os ladrões não procuram peças religiosas que tenham valor no mercado paralelo de arte sacra.

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