Vilar diz que agiu em defesa do interesse público

O ex-vereador da câmara de Coimbra Luís Vilar, um dos arguidos do caso CTT, garantiu hoje que agiu em defesa do interesse público, no final da primeira sessão da fase de instrução do processo.

“Estou de consciência tranquila porque sempre estive na defesa do interesse público”, afirmou o ex-vereador socialista e um dos implicados no chamado caso CTT, juntamente com o antigo presidente da empresa Carlos Horta e Costa.

Luís Vilar está acusado de corrupção passiva para ato ilícito e branqueamento de capitais.

A investigação iniciou-se em 2006 centrada na venda de imóveis dos CTT em Lisboa e em Coimbra. O inquérito levou a PJ a realizar buscas em todo o país e a analisar diversa documentação sobre a gestão dos CTT e negócios com outras empresas.

Hoje, no início da instrução, que decorre no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, foram ouvidas quatro testemunhas, uma das quais Carlos Encarnação, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

“Vim dizer como foi feito o contrato com a Câmara Municipal de Coimbra [de venda de um imóvel] e o que isso implicava e explicar que o segundo contrato foi melhor do que o primeiro”, afirmou aos jornalistas.

A fase de instrução do processo é dirigida por um juiz e é aproveitada em geral pelos arguidos para rebater a acusação, com vista a evitar irem a julgamento.

O processo tem 16 arguidos, incluindo o antigo presidente dos CTT Carlos Horta e Costa, acusado de participação económica em negócio e administração danosa.

Em dezembro, o Ministério Público (MP) acusou os arguidos por corrupção passiva e ativa, branqueamento de capitais, participação económica em negócio, administração danosa e fraude fiscal, relacionados com a gestão dos Correios entre 2002 e 2005, quando Carlos Horta e Costa presidia ao conselho de administração.

Outros responsáveis da administração presidida por Carlos Horta e Costa foram também acusados de administração danosa e participação económica em negócio.

O MP requereu, na acusação, a perda a favor do Estado de todo o dinheiro envolvido em práticas de alegada corrupção e avançou com um pedido de indemnização a favor da administração fiscal.

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