Instrução do caso CTT adiada para segunda-feira

O início da instrução do caso CTT, com 16 arguidos, entre os quais o antigo vereador do PS, em Coimbra, Luís Vilar,  foi adiado de sexta-feira para segunda-feira próxima, com a inquirição de testemunhas.

O processo, recorde-se,  iniciou-se em 2006 e a investigação centrou-se na venda de imóveis dos CTT em Lisboa e em Coimbra. O inquérito levou a PJ a realizar buscas em todo o país e a analisar diversa documentação sobre a gestão dos CTT e negócios com outras empresas.

A fase de instrução começa na segunda-feira às 09H30, precisou , disse fonte oficial do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

Este processo tem 16 arguidos, incluindo o antigo presidente dos CTT Carlos Horta e Costa, acusado de participação económica em negócio e administração danosa.

Segundo disse à agência Lusa fonte judicial, a fase de instrução foi requerida por vários arguidos.

Para além de Luís Vilar, o arguido mais mediático é Carlos Horta e Costa, então presidente dos CTT. Contactado pela agência Lusa, não quis prestar qualquer declaração sobre o caso, mas quando foi deduzida a acusação, em Dezembro de 2009, comentou que esta “não fazia qualquer sentido” e que este processo tinha “mais de política do que de justiça”.

“Porque não fazem o mesmo que estão a fazer com os CTT a todas as empresas públicas” foi outra das afirmações então feitas à Lusa pelo arguido.

A instrução, dirigida por um juiz, é aproveitada em geral pelos arguidos para rebater a acusação, com vista a evitar irem a julgamento.

Em Dezembro último, o Ministério Público (MP) acusou 16 arguidos por vários crimes de cariz económico-financeiro, como corrupção passiva e ativa, branqueamento de capitais, participação económica em negócio, administração danosa e fraude fiscal, relacionados com a gestão dos Correios entre 2002 e 2005, quando Carlos Horta e Costa presidia ao conselho de administração.

O MP requereu, na acusação, a perda a favor do Estado de todo o dinheiro envolvido em práticas de alegada corrupção e avançou com um pedido de indemnização a favor da administração fiscal

O Tribunal Central de Instrução Criminal está situado no Campus de Justiça de Lisboa, no Parque das Nações.

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