Água do Mondego chega finalmente às torneiras

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Miranda do Corvo passou a pertencer, desde esta semana, ao cada vez menos restrito “clube” de concelhos onde a água que sai das torneiras é captada no rio Mondego. “É igual à água de Coimbra, que é reconhecidamente uma das melhores do país” disse ontem Nelson Geada, presidente do Conselho de Administração das Águas do Mondego (AdM).

É a esta empresa que compete construir as infra-estruturas de abastecimento de água a todos os concelhos em redor da grande cidade. Neste núcleo de empreitadas, designado extensão ao sector nascente do distrito (com um investimento de 8,5 milhões de euros), fica a faltar a conclusão de dois ramais que, a partir de Miranda, vão levar água à Lousã e a Penela (incluindo a freguesia mirandense de Lamas), onde deverá chegar em Julho do próximo ano, “se não houver atribulações”, ressalvou Nelson Geada. O gestor referia-se às limitações de endividamento impostas pela tutela e às dificuldades que a Águas de Portugal está a ter em obter crédito junto da banca.

Todavia, o facto de, ainda ontem, o Governo ter admitido um regime de excepção para que este tipo de empresas – desde que tenham financiamento comunitário – possa aumentar o tecto de endividamento, deixou o gestor mais optimista.

Nelson Geada espera agora que, em vez do endividamento de sete milhões de euros que era permitido até ontem, a AdM, possa pedir até aos 22 milhões, a aplicar na construção de mais condutas, reservatórios de água e estações de tratamento (ETAR).

A presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, também está esperançada nesta oportunidade, quer ver concretizadas as empreitadas de renovação da ETAR do concelho e os trabalhos de saneamento de Moinhos e Semide, obras que fazem parte do plano e orçamento das AdM para 2011.

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