Parque da cidade corre o risco de ficar sem árvores

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Foto Luís Carregã

O responsável pela pasta do ambiente no município de Coimbra confirmou ontem na reunião do executivo de que a cidade corre o risco de ficar sem árvores no Parque Dr. Manuel Braga.

Segundo Luís Providência, “o que começou por ser um problema visível no corredor central da Avenida Emídio Navarro e na fila de árvores mais próxima dessa avenida, estendeu-se à linha de árvores mais próxima do muro rio, havendo mesmo árvores doentes junto ao coreto”.

Ou seja, pode acontecer a Coimbra o mesmo que já sucedeu em cidades de Itália, França ou Espanha que, devido a um problema semelhante, foram obrigadas a retirar todas as árvores dos seus jardins.

A combinação de três agentes patogénicos torna difícil “o combate à doença e, por outro lado, leva a que se propague com grande rapidez”. Questionado sobre a possibilidade da providência cautelar poder ter levado a que a situação se agravasse, o vereador referiu apenas que tal é impossível de saber. Aliás, ainda não se sabe se o vírus não se terá propagado através das raízes das árvores.

Se tal aconteceu, e até pelo facto delas poderem estar entrelaçadas entre si, “admito que estejamos na presença de uma catástrofe no parque da cidade”. É que, para além dos plátanos, os serviços da autarquia já detectaram estes fungos num exemplar de outra espécie no centro do Parque Dr. Manuel Braga.

Luís Providência diz que a questão terá resposta no relatório a ser enviado pelo Instituto Superior de Agronomia obrigará a que seja necessário abrir um buraco “de algumas dimensões” no parque para cortar “o mal pela raiz”. “Aguardo ansiosamente pela chegada do relatório”, disse.

Fungos polífagos

Refira-se que, a meados de Maio, o Departamento de Ambiente e Qualidade de Vidade recebeu a primeira informação relativo ao problema existente no parque. Na ocasião, os fungos detectados eram dos géneros Botryosphaeria e Fusarium, ou seja, patogéneos polífagos, que afectam várias espécies de plantas quando estas vegetam em condições de stress”. A engenheira Filomena Caetano, do Laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida”, esclareceu ainda que os fungos “causam cancros nos ramos e no tronco, penetrando através de feridas, progridem para o interior dos tecidos e produzem toxinas e tiloses nos vasos”.

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