Crianças angolanas serão operadas nos HUC

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As crianças que se apresentem com as patologias mais graves, num número que deverá rondar as três dezenas nesta primeira fase, irão chegar “a breve prazo” para serem operadas no Centro de Responsabilidade Integrado de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

É com esta iniciativa concreta, numa área de especialidade a que Angola não consegue dar resposta e que já existe com Moçambique, que irão começar a concretizar-se e a ganhar consistência as intenções de “solidariedade activa” que o presidente do Conselho de Administração dos HUC levou ao país “amigo”, convidado que foi a integrar a comitiva presidencial na recente visita a Angola.

Por lá, como ontem Fernando Regateiro deu conta aos jornalistas, foram assinados dois protocolos de cooperação, um com o Hospital Central Dr. António Agostinho Neto do Lubango e outro com a Clínica Sagrada Esperança de Luanda.

Ambos os acordos enquadram acções de colaboração técnico-científica, sobretudo no domínio de especialidades médicas, que, como salientou o responsável, têm vantagens “mútuas”, uma vez que os médicos portugueses poderão beneficiar da experiência reconhecida dos colegas angolanos, nomeadamente em domínios como as doenças infecciosas, que, a julgar pela evolução recente e cada vez mais, farão parte da realidade médico-sanitária dos países do Sul da Europa.

Com a intenção de delinear a melhor forma de dar concretização aos acordos celebrados – uma vez que, como Fernando Regateiro salientou, a “intenção é perceber quais são as necessidades concretas” das duas unidades hospitalares angolanas –, será constituída muito brevemente uma missão de serviço.

No que respeita à disponibilidade da Cirurgia Cardiotorácica, numa colaboração com o Hospital Pediátrico de Luanda em que esteve empenhado Manuel Antunes, director daquele centro de responsabilidade integrada dos HUC, Fernando Regateiro disse ontem que a sua concretização irá acontecer tão cedo quanto possível, o que significa logo que se encontrem reunidas as condições necessárias, nomeadamente as diplomáticas, para as quais se disponibilizou o apoio das embaixadas e dos ministérios responsáveis.

Para lá destas iniciativas, Fernando Regateiro recordou o historial já longo de solidariedade dos HUC com os países de língua portuguesa: a oferta de equipamentos como camas, mesas-de-cabeceira e mesas de alimentação a hospitais em São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Moçambique, um mamógrafo ou a recente deslocação de missões médicas que combateram a epidemia de “dengue” em Cabo Verde.

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