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1.º Maio: PS diz estar “comprometido com valorização do trabalho”, CGTP pede “mudança de rumo”

01 de maio às 17h24
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O PS afirmou hoje estar “comprometido com a valorização do trabalho” no arranque da manifestação do 1.º de maio da CGTP, mas a secretária-geral desta central sindical pediu-lhe “mudança de rumo”.

O secretário-geral adjunto do PS, João Torres, chegou hoje à manifestação em Lisboa acompanhado das dirigentes nacionais Vera Braz e Susana Amador e foi cumprimentar Isabel Camarinha, com quem conversou durante cerca de cinco minutos para os microfones da comunicação social.

“O PS está comprometido com a valorização do trabalho no nosso país e estou muito convencido que haverá muitos pontos de vista convergentes”, afirmou o dirigente socialista, manifestando a disponibilidade do partido para dialogar em sede de concertação social.

Na resposta, a secretária-geral da CGTP agradeceu a saudação mas pediu “mudança de rumo” para acabar com “política de baixos salários”, e alertando para a “brutal perda de poder de compra” devido à inflação.

“Sempre disponíveis para dialogar, mas o diálogo tem de ter consequências e o que está em cima da mesa não o garante”, defendeu.

Na conversa amena que mantiveram perante as câmaras e gravadores da comunicação social, antes de arrancar a marcha da CGTP, João Torres contrapôs que foi “com o ciclo da governação do PS que se repuseram os cortes nos rendimentos, que se descongelou a progressão das carreiras e se reiniciou o ciclo de anualização anual” dos salários.

“Estamos muito comprometido com a valorização do trabalho, em particular na conclusão da ‘Agenda para o trabalho digno’, há ainda muitas bolsas de precariedade que é necessário combater”, disse.

O secretário-geral adjunto do PS defendeu ainda que, nas últimas eleições em que o PS obteve maioria absoluta, “foi sufragado o compromisso” contido no programa do Governo de aproximar da média europeia o peso dos salários no PIB em Portugal.

“Não temos o entendimento de que este Orçamento do Estado seja de austeridade é cortar salários e pensões”, afirmou, defendendo a opção do Governo de que, no contexto inflacionista, “o mais importante é intervir nas causas, nas raízes do problema”.

João Torres saudou a CGTP como “parceiro social de maior relevância” e a Corrente Sindical Socialista da CGTP.

“Que seja um bom dia para todas as trabalhadoras e trabalhadores”, desejou, recebendo de Isabel Camarinha uma palavra de confiança.

“Vamos encontrar as respostas e as soluções”, respondeu a sindicalista.

Da manifestação da CGTP, a delegação do PS seguia para as comemorações da UGT, que realiza hoje um debate sobre os desafios do mundo laboral, em Lisboa.

O 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, teve origem nos acontecimentos de Chicago de há 136 anos, quando se realizou uma jornada de luta pela redução do horário de trabalho para as oito horas, que foi reprimida com violência pelas autoridades dos Estados Unidos da América, que mataram dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais.

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