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	<title>Diario As Beiras</title>
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		<title>“O concelho (da Figueira da Foz) está melhor que o país”, afirma João Cardoso</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2012/02/o-concelho-esta-melhor-que-o-pais-afirma-joao-cardoso/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 18:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) defende a regeneração urbana e a remodelação do mercado municipal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_30926" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/06/net-cardio.jpg"><img class="size-medium wp-image-30926" title="141009JOAO CARDOSOPRESIDENTE ACIFFFIGUEIRAJOT ALVES" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/06/net-cardio-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">João Cardoso, presidente da ACIFF</p></div>
<p><strong>A situação económica do concelho espelha a realidade do país?</strong></p>
<p>Continuo a pensar que a realidade do concelho é um pouco melhor que a realidade do país. Nomeadamente em relação ao desemprego (metade da taxa nacional), estamos numa situação muito mais favorável. O mesmo acontece com o aumento de novas empresas, comparativamente com 2010. As insolvências e as dissoluções também diminuíram.</p>
<p><strong>O Plano de Saneamento Financeiro da câmara (31 milhões de euros) salvou empresas locais?</strong></p>
<p>Sei que ajudou bastante as empresas locais, porque havia algumas cuja sobrevivência dependia de receber da câmara. Se tivesse demorado mais seis meses, algumas empresas podiam ter ficado pelo caminho. (…) O plano financeiro tem o reverso da medalha: durante 10 anos não vai haver investimento público, porque a câmara não tem dinheiro, e esse é um paradigma que as pessoas têm de aceitar.</p>
<p><strong>De que forma pode, então, a autarquia contribuir para a recuperação económica local?</strong></p>
<p>A regeneração urbana e a remodelação do mercado municipal vão marcar a cidade nos próximos anos. Mas a Figueira tem de se unir e saber aproveitar estes projetos. Este é um projeto pelo qual a ACIFF se bate desde 2007.</p>
<p><strong>Qual é a taxa de ocupação da incubadora de empresas?</strong></p>
<p>Andará à volta dos 60 por cento. Estamos preocupados, porque há jovens empreendedores de Coimbra que não querem vir para a Figueira. Mas estamos a trabalhar para que a incubadora não venha a ser um problema.</p>
<p><strong>Por que é que não querem vir?</strong></p>
<p>Porque a cidade deixou de ter capacidade de atrair pessoas, já não é uma cidade universitária, provavelmente deixou-se parar no tempo. Por isso, acho que a regeneração urbana vai tornar a Figueira mais apelativa.</p>
<p><strong>A Figueira da Foz deixou de ser “sexy”?</strong></p>
<p>Deixou de ser “sexy”. Por outro lado, o número de investidores locais interessados em instalarem-se na incubadora tem diminuído muito.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt</em></p>
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	<itunes:summary>João Cardoso, presidente da ACIFF
A situação económica do concelho espelha a realidade do país?
Continuo a pensar que a realidade do concelho é um pouco melhor que a realidade do país. Nomeadamente em relação ao desemprego (metade da taxa nacional), estamos numa situação muito mais favorável. O mesmo acontece com o aumento de novas empresas, comparativamente com 2010. As insolvências e as dissoluções também diminuíram.
O Plano de Saneamento Financeiro da câmara (31 milhões de euros) salvou empresas locais?
Sei que ajudou bastante as empresas locais, porque havia algumas cuja sobrevivência dependia de receber da câmara. Se tivesse demorado mais seis meses, algumas empresas podiam ter ficado pelo caminho. (…) O plano financeiro tem o reverso da medalha: durante 10 anos não vai haver investimento público, porque a câmara não tem dinheiro, e esse é um paradigma que as pessoas têm de aceitar.
De que forma pode, então, a autarquia contribuir para a recuperação económica local?
A regeneração urbana e a remodelação do mercado municipal vão marcar a cidade nos próximos anos. Mas a Figueira tem de se unir e saber aproveitar estes projetos. Este é um projeto pelo qual a ACIFF se bate desde 2007.
Qual é a taxa de ocupação da incubadora de empresas?
Andará à volta dos 60 por cento. Estamos preocupados, porque há jovens empreendedores de Coimbra que não querem vir para a Figueira. Mas estamos a trabalhar para que a incubadora não venha a ser um problema.
Por que é que não querem vir?
Porque a cidade deixou de ter capacidade de atrair pessoas, já não é uma cidade universitária, provavelmente deixou-se parar no tempo. Por isso, acho que a regeneração urbana vai tornar a Figueira mais apelativa.
A Figueira da Foz deixou de ser “sexy”?
Deixou de ser “sexy”. Por outro lado, o número de investidores locais interessados em instalarem-se na incubadora tem diminuído muito.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt
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<itunes:subtitle>Presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) defende a regeneração urbana e a remodelação do mercado municipal</itunes:subtitle>
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		<item>
		<title>“O movimento Figueira 100% podia ter sido politicamente mais atuante” (com som)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2012/02/o-movimento-figueira-100-podia-ter-sido-politicamente-mais-atuante/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vítor Guedes tem protagonizado alguns das intervenções da oposição mais incómodas para o executivo municipal da Figueira da Foz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_43650" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2012/02/12-VITOR-GUEDES-PC-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-43650" title="12 VITOR GUEDES PC  (1)" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2012/02/12-VITOR-GUEDES-PC-1-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Pedro Cruz</p></div>

<p><strong>O Movimento Figueira 100% está a desmoronar-se?</strong></p>
<p>Não é verdade que o movimento se esteja a desmoronar. Não digo que não tenha havido algum desentendimento, no caso de Carlos Santos. Contudo, esta situação não é comparável com a de Vítor Coelho, que se mantém no movimento.</p>
<p><strong>Com a saída de Vítor Coelho da vereação, a ala social-democrata do movimento saiu reforçada?</strong></p>
<p>Esse é um vício de raciocínio. Não se pode dizer que a ala social-democrata é a mais ativa porque, por coincidência, quem tem tomado as decisões políticas mais visíveis são duas pessoas que fizeram parte de executivos social democratas (Daniel Santos e Vítor Guedes).</p>
<p><strong>A Figueira 100% deve fazer um balanço para decidir o futuro?</strong></p>
<p>Defendo que o movimento tem de fazer um balanço muito sério sobre o que tem sido o seu papel e sobre o que pretende que venha a ser o seu papel, para definir se as pessoas estão disponíveis para trabalhar e para continuar com este projeto. O balanço que faço é que o movimento podia ter sido politicamente mais atuante. (…) Tem de trabalhar mais, no sentido da envolvência e da intervenção política. Contudo, já justificou a sua existência.</p>
<p><strong>Concorda com uma coligação com o PSD?</strong></p>
<p>Essa questão da coligação não faz sentido pensá-la, porque o movimento ainda não fez o balanço se deve ou não continuar enquanto projeto político de alternativa de poder. Não faz portanto sentido equacionar se se deve coligar com o PSD ou com o PS.</p>
<p><strong>Daniel Santos é o (re)candidato natural do movimento à câmara?</strong></p>
<p>Essa pergunta é igual à das coligações, ou seja, não faz sentido. (Daniel Santos). Pode ser, pode não ser candidato.</p>
<p><strong>E você, está disponível para se candidatar à câmara?</strong></p>
<p>Não sei. Posso estar, posso não estar.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt.</em></p>
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	<itunes:summary>Foto Pedro Cruz

O Movimento Figueira 100% está a desmoronar-se?
Não é verdade que o movimento se esteja a desmoronar. Não digo que não tenha havido algum desentendimento, no caso de Carlos Santos. Contudo, esta situação não é comparável com a de Vítor Coelho, que se mantém no movimento.
Com a saída de Vítor Coelho da vereação, a ala social-democrata do movimento saiu reforçada?
Esse é um vício de raciocínio. Não se pode dizer que a ala social-democrata é a mais ativa porque, por coincidência, quem tem tomado as decisões políticas mais visíveis são duas pessoas que fizeram parte de executivos social democratas (Daniel Santos e Vítor Guedes).
A Figueira 100% deve fazer um balanço para decidir o futuro?
Defendo que o movimento tem de fazer um balanço muito sério sobre o que tem sido o seu papel e sobre o que pretende que venha a ser o seu papel, para definir se as pessoas estão disponíveis para trabalhar e para continuar com este projeto. O balanço que faço é que o movimento podia ter sido politicamente mais atuante. (…) Tem de trabalhar mais, no sentido da envolvência e da intervenção política. Contudo, já justificou a sua existência.
Concorda com uma coligação com o PSD?
Essa questão da coligação não faz sentido pensá-la, porque o movimento ainda não fez o balanço se deve ou não continuar enquanto projeto político de alternativa de poder. Não faz portanto sentido equacionar se se deve coligar com o PSD ou com o PS.
Daniel Santos é o (re)candidato natural do movimento à câmara?
Essa pergunta é igual à das coligações, ou seja, não faz sentido. (Daniel Santos). Pode ser, pode não ser candidato.
E você, está disponível para se candidatar à câmara?
Não sei. Posso estar, posso não estar.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt.
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<itunes:subtitle>Vítor Guedes tem protagonizado alguns das intervenções da oposição mais incómodas para o executivo municipal da Figueira da Foz</itunes:subtitle>
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		<title>“Não há vida noturna durante a semana na cidade sem universitários” (com som)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2012/01/nao-ha-vida-noturna-durante-a-semana-na-cidade-sem-universitarios-com-som/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 10:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos 20 anos, o artista plástico da Figueira da Foz José Castilho geriu a Bergantim, uma das mais antigas discotecas do país ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_43160" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2012/01/10-José-Castilho-PC-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-43160" title="10 José Castilho PC (1)" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2012/01/10-José-Castilho-PC-1-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Pedro Cruz</p></div>
<p><strong>De que forma sintetiza os 20 anos que passou à frente da discoteca, com o seu irmão António?</strong></p>
<p>Suor e sangue sem lágrimas (risos). A maior parte desse tempo foi boa. Mas não é uma atividade tão fácil como parece.</p>
<p><strong>Qual é a diferença entre a Bergantim de há 20 anos e a de hoje?</strong></p>
<p>A diferença não é muito grande, porque mantivemos a pista do rés do chão com o mesmo tipo de música, pop/rock dos anos 80 e 90. (&#8230;) A discoteca continua a ser frequentada por pessoas de vários extratos sociais e gerações.</p>
<p><strong>A Bergantim é uma discoteca de culto?</strong></p>
<p>Sim. Há clientes que começaram a frequentar a discoteca aos 16 anos e continuam a ir lá quase todos os fins de semana. Eu comecei a frequentá-la em 1972. Tenho amigos dessa época que ainda vão lá.</p>
<p><strong>Como é que está a noite figueirense?</strong></p>
<p>Acho que falta uma coisa muito importante, e que já a tivemos – as universidades. Nessa altura havia vida noturna todos os dias. Hoje, é só ao sábado.</p>
<p><strong>A atividade empresarial influenciou a sua obra como pintor?</strong></p>
<p>Em alguns casos, sim. Mas a pintura é algo que ultrapassa tudo o resto – é uma libertação.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa Clube Privado da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt</em></p>
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	<itunes:summary>Foto Pedro Cruz
De que forma sintetiza os 20 anos que passou à frente da discoteca, com o seu irmão António?
Suor e sangue sem lágrimas (risos). A maior parte desse tempo foi boa. Mas não é uma atividade tão fácil como parece.
Qual é a diferença entre a Bergantim de há 20 anos e a de hoje?
A diferença não é muito grande, porque mantivemos a pista do rés do chão com o mesmo tipo de música, pop/rock dos anos 80 e 90. (…) A discoteca continua a ser frequentada por pessoas de vários extratos sociais e gerações.
A Bergantim é uma discoteca de culto?
Sim. Há clientes que começaram a frequentar a discoteca aos 16 anos e continuam a ir lá quase todos os fins de semana. Eu comecei a frequentá-la em 1972. Tenho amigos dessa época que ainda vão lá.
Como é que está a noite figueirense?
Acho que falta uma coisa muito importante, e que já a tivemos – as universidades. Nessa altura havia vida noturna todos os dias. Hoje, é só ao sábado.
A atividade empresarial influenciou a sua obra como pintor?
Em alguns casos, sim. Mas a pintura é algo que ultrapassa tudo o resto – é uma libertação.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa Clube Privado da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e em www.asbeiras.pt
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<itunes:subtitle>Nos últimos 20 anos, o artista plástico da Figueira da Foz José Castilho geriu a Bergantim, uma das mais antigas discotecas do país </itunes:subtitle>
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		<title>Lídio Lopes defende coligação pré-eleitoral entre o PSD e os 100% (com som)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2012/01/lidio-lopes-defende-coligacao-pre-eleitoral-entre-o-psd-e-os-100-com-som/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 13:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O líder da concelhia social-democrata da Figueira da Foz não se candidata ao terceiro mandato e manifesta apoio a Miguel Almeida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2010/10/11-LIDIO-PAPEL-DC.jpg"><img class="size-medium wp-image-9321 aligncenter" title="LÍDIO LOPES" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2010/10/11-LIDIO-PAPEL-DC-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p><strong>Por que é que não se candidata ao terceiro mandato?</strong></p>
<p>Por ter a lucidez que se deve, no próximo projeto do partido, a nível local, apresentar uma nova solução.</p>
<p><strong>Miguel Almeida tem possibilidades de ganhar a Concelhia do PSD?</strong></p>
<p>Está bem posicionado, porque tem exercido, como vereador da oposição, um papel com notoriedade pública que também agrada ao partido. Os militantes reconhecem que está nas melhores condições para poder ser candidato e o próximo líder da concelhia. Como militante de base, vou apoiar Miguel Almeida.</p>
<p><strong>Manuel Domingues e Mário Esteves são bons candidatos?</strong></p>
<p>Essa é uma avaliação que cabe aos próprios fazer. Em última análise, a escolha é dos militantes.</p>
<p><strong>Que papel político poderá Rosário Águas vir a desempenhar na Figueira da Foz?</strong></p>
<p>Rosário Águas é um quadro que o PSD da Figueira da Foz não pode dispensar, pela sua experiência autárquica, governativa a e parlamentar, tendo obtido louvor pela competência e dedicação. É uma pessoa que reúne as condições (para ser candidata à câmara).</p>
<p><strong>Quem é que deve ser o candidato à câmara, Rosário Águas ou Miguel Almeida?</strong></p>
<p>Posso falar do perfil, mas jamais me ouvirá falar de nomes. Terá de ser alguém que venha refrescar a imagem que as pessoas têm da política. Não deve ser alguém que esteja na primeira linha (nos últimos quatro, cinco anos) e na imagem dos figueirenses. Deverá ser uma pessoa que conheça o concelho e que o concelho a conheça minimamente por boas razões. Ou seja, pelo trabalho executado no âmbito das suas funções políticas e profissionais e na vida social local.</p>
<p><strong>Foi o Movimento Figueira 100% que retirou a vitória ao PSD, nas últimas autárquicas?</strong></p>
<p>Sim. O motivo e a motivação do movimento foi a discordância com o candidato do PSD. Não havendo, hoje, essa questão e havendo o denominador comum da preocupação sobre a gestão da câmara, não vejo razões para que não haja uma candidatura que reúna esse universo do PSD, para ganhar a câmara. Penso que o entendimento (pré-eleitoral) é irremediável, se se pretender subscrever o conceito da defesa da Figueira da Foz.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e aqui em www.asbeiras.pt.</em></p>
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Por que é que não se candidata ao terceiro mandato?
Por ter a lucidez que se deve, no próximo projeto do partido, a nível local, apresentar uma nova solução.
Miguel Almeida tem possibilidades de ganhar a Concelhia do PSD?
Está bem posicionado, porque tem exercido, como vereador da oposição, um papel com notoriedade pública que também agrada ao partido. Os militantes reconhecem que está nas melhores condições para poder ser candidato e o próximo líder da concelhia. Como militante de base, vou apoiar Miguel Almeida.
Manuel Domingues e Mário Esteves são bons candidatos?
Essa é uma avaliação que cabe aos próprios fazer. Em última análise, a escolha é dos militantes.
Que papel político poderá Rosário Águas vir a desempenhar na Figueira da Foz?
Rosário Águas é um quadro que o PSD da Figueira da Foz não pode dispensar, pela sua experiência autárquica, governativa a e parlamentar, tendo obtido louvor pela competência e dedicação. É uma pessoa que reúne as condições (para ser candidata à câmara).
Quem é que deve ser o candidato à câmara, Rosário Águas ou Miguel Almeida?
Posso falar do perfil, mas jamais me ouvirá falar de nomes. Terá de ser alguém que venha refrescar a imagem que as pessoas têm da política. Não deve ser alguém que esteja na primeira linha (nos últimos quatro, cinco anos) e na imagem dos figueirenses. Deverá ser uma pessoa que conheça o concelho e que o concelho a conheça minimamente por boas razões. Ou seja, pelo trabalho executado no âmbito das suas funções políticas e profissionais e na vida social local.
Foi o Movimento Figueira 100% que retirou a vitória ao PSD, nas últimas autárquicas?
Sim. O motivo e a motivação do movimento foi a discordância com o candidato do PSD. Não havendo, hoje, essa questão e havendo o denominador comum da preocupação sobre a gestão da câmara, não vejo razões para que não haja uma candidatura que reúna esse universo do PSD, para ganhar a câmara. Penso que o entendimento (pré-eleitoral) é irremediável, se se pretender subscrever o conceito da defesa da Figueira da Foz.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo, e aqui em www.asbeiras.pt.
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<itunes:subtitle>O líder da concelhia social-democrata da Figueira da Foz não se candidata ao terceiro mandato e manifesta apoio a Miguel Almeida</itunes:subtitle>
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		<title>Góis Moço sai se for “chumbado” o executivo da Junta de S. Julião (com audio)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2011/02/gois-moco-sai-se-for-%e2%80%9cchumbado%e2%80%9d-o-executivo-da-junta-de-s-juliao-com-audio/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 19:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo foi desencadeado pela força política Figueira 100%, que considera ilegal o acordo entre o PS e o PSD]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22276" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/11-GOIS-MOÇO-VF-3.jpg"><br />
<img class="size-medium wp-image-22276" title="GOIS MOCO VF" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/11-GOIS-MOÇO-VF-3-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Vania Furet</p></div>

<p><strong>Onde começa e acaba o trabalho do presidente da Junta de S. Julião, a sede do concelho da Figueira da Foz?</strong></p>
<p>Nos termos da lei, o trabalho do presidente de junta de uma freguesia urbana é redutor. Praticamente limita-se a passar atestados de residência e as licenças para gatos e cães. É evidente há sempre muito com que o presidente de junta se preocupa. Nomeadamente, a parte social, cultural, educativa, ambiental.</p>
<p><strong>Em que estado se encontra o imbróglio legal que emanou da constituição do executivo da Junta de S. Julião?</strong></p>
<p>Intentámos uma ação junto do Tribunal Administrativo (TA) no sentido de termos uma decisão. O que está em discussão é o facto de termos optado pelo método uninominal para a eleição dos vogais (do PS e do PSD), que a lei prevê, só que a força política Figueira 100% acha que esse método não deve ser seguido.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra em www.asbeiras.pt, a partir das 19H30 de hoje, 25, e no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de hoje e de amanhã e às 22H00 de domingo.</em></p>
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Foto Vania Furet

Onde começa e acaba o trabalho do presidente da Junta de S. Julião, a sede do concelho da Figueira da Foz?
Nos termos da lei, o trabalho do presidente de junta de uma freguesia urbana é redutor. Praticamente limita-se a passar atestados de residência e as licenças para gatos e cães. É evidente há sempre muito com que o presidente de junta se preocupa. Nomeadamente, a parte social, cultural, educativa, ambiental.
Em que estado se encontra o imbróglio legal que emanou da constituição do executivo da Junta de S. Julião?
Intentámos uma ação junto do Tribunal Administrativo (TA) no sentido de termos uma decisão. O que está em discussão é o facto de termos optado pelo método uninominal para a eleição dos vogais (do PS e do PSD), que a lei prevê, só que a força política Figueira 100% acha que esse método não deve ser seguido.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra em www.asbeiras.pt, a partir das 19H30 de hoje, 25, e no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de hoje e de amanhã e às 22H00 de domingo.
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<itunes:subtitle>O processo foi desencadeado pela força política Figueira 100%, que considera ilegal o acordo entre o PS e o PSD</itunes:subtitle>
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		<title>“O PSD da Figueira precisa de rostos novos”</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 19:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na próxima semana, por “motivos pessoais”, o antigo deputado e ex-braço direito de Santana Lopes suspende o mandato de vereador na Câmara da Figueira. Mas vai andar por aí, para regressar daqui a quatro meses]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21727" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/06-MIGUEL-ALMEIDA-JA.jpg"><img class="size-medium wp-image-21727" title="06 MIGUEL ALMEIDA JA" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/06-MIGUEL-ALMEIDA-JA-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Jot&#39;Alves</p></div>

<p><strong>P &#8211; Teresa Machado é a líder da vereação do PSD, mas quem lidera as intervenções é o vereador Miguel Almeida. É uma estratégia?</strong></p>
<p>R – Nos assuntos antes da ordem do dia, tenho tido mais participação porque tem sido discutida a atividade financeira da câmara e essa responsabilidade é minha. A vereadora já disse, aliás, que assume todas as responsabilidades dos tempos em que esteve no executivo. (…) Eu entendia que Lídio Lopes, para a concelhia, e Teresa Machado, para a mesa do plenário, não deviam ter-se candidatado, porque são protagonistas de oito anos de executivos do PSD. A Figueira precisa de rostos novos.</p>
<p><strong>P &#8211; Essa decisão fragilizou a ação política do partido?</strong></p>
<p>R – Acho que é evidente que vai haver uma altura em que é inevitável abrir os armários e vermos os esqueletos que lá temos dentro.</p>
<p><strong>P – Considera que o PSD está condicionado pela herança financeira que deixou no executivo?</strong></p>
<p>R – A atividade política do PSD não pode estar condicionada. Eu não digo que a vereadora Teresa Machado não deva estar na câmara e Lídio Lopes na Assembleia Municipal e na presidência da concelhia. (Mas) isso não impede que se comece a chamar para o partido pessoas que não fazem parte e pessoas que já fazem parte mas que estão na penumbra, só assim é possível fazer uma oposição credível, daqui para a frente.</p>
<p><strong>P – Alguns companheiros seus do PSD dizem que foi o mentor da candidatura (Figueira 100%) de Daniel Santos…</strong></p>
<p>R – Tive conversas com o eng. Daniel Santos sobre aquilo que eu gostaria que acontecesse.</p>
<p><strong>P – E aquilo que gostaria que acontecesse era que fosse ele o candidato do PSD?</strong></p>
<p>R – Não vou responder. Mas, a seu tempo, dentro do partido, admito que essa conversa tenha que voltar, para expurgar algumas coisas.</p>
<p><strong>P – Não faz parte da atual direção da concelhia. Foi Lídio Lopes que não lhe renovou o convite?</strong></p>
<p>R – Sim, mas ele sabia que se me convidasse eu não aceitava. Dou-me muito bem com Lídio Lopes. Do ponto de vista de estratégia política, em alguns casos, defendo coisas diferentes. Do ponto de vista político, acho que houve erros. E agora estamos a pagá-los.</p>
<p><strong>P – Que erros foram esses?</strong></p>
<p>R – A forma como o processo autárquico foi conduzido. Mas vamos ser claros: esses erros devem ser distribuídos, não só pela concelhia mas também, de forma muito relevante, pela distrital!</p>
<p><strong>P – Santana Lopes, a quem chama “O Saudoso”, está disponível para regressar à Figueira?</strong></p>
<p>R – Acho muito difícil. Nas últimas autárquicas, se não tivesse sido pressionado a candidatar-se a Lisboa, ter-se-ia candidatado à Figueira.</p>
<p><em>Esta entrevista pode ser ouvida, também, no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.</em></p>
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	<itunes:summary>Foto Jot&#039;Alves

P – Teresa Machado é a líder da vereação do PSD, mas quem lidera as intervenções é o vereador Miguel Almeida. É uma estratégia?
R – Nos assuntos antes da ordem do dia, tenho tido mais participação porque tem sido discutida a atividade financeira da câmara e essa responsabilidade é minha. A vereadora já disse, aliás, que assume todas as responsabilidades dos tempos em que esteve no executivo. (…) Eu entendia que Lídio Lopes, para a concelhia, e Teresa Machado, para a mesa do plenário, não deviam ter-se candidatado, porque são protagonistas de oito anos de executivos do PSD. A Figueira precisa de rostos novos.
P – Essa decisão fragilizou a ação política do partido?
R – Acho que é evidente que vai haver uma altura em que é inevitável abrir os armários e vermos os esqueletos que lá temos dentro.
P – Considera que o PSD está condicionado pela herança financeira que deixou no executivo?
R – A atividade política do PSD não pode estar condicionada. Eu não digo que a vereadora Teresa Machado não deva estar na câmara e Lídio Lopes na Assembleia Municipal e na presidência da concelhia. (Mas) isso não impede que se comece a chamar para o partido pessoas que não fazem parte e pessoas que já fazem parte mas que estão na penumbra, só assim é possível fazer uma oposição credível, daqui para a frente.
P – Alguns companheiros seus do PSD dizem que foi o mentor da candidatura (Figueira 100%) de Daniel Santos…
R – Tive conversas com o eng. Daniel Santos sobre aquilo que eu gostaria que acontecesse.
P – E aquilo que gostaria que acontecesse era que fosse ele o candidato do PSD?
R – Não vou responder. Mas, a seu tempo, dentro do partido, admito que essa conversa tenha que voltar, para expurgar algumas coisas.
P – Não faz parte da atual direção da concelhia. Foi Lídio Lopes que não lhe renovou o convite?
R – Sim, mas ele sabia que se me convidasse eu não aceitava. Dou-me muito bem com Lídio Lopes. Do ponto de vista de estratégia política, em alguns casos, defendo coisas diferentes. Do ponto de vista político, acho que houve erros. E agora estamos a pagá-los.
P – Que erros foram esses?
R – A forma como o processo autárquico foi conduzido. Mas vamos ser claros: esses erros devem ser distribuídos, não só pela concelhia mas também, de forma muito relevante, pela distrital!
P – Santana Lopes, a quem chama “O Saudoso”, está disponível para regressar à Figueira?
R – Acho muito difícil. Nas últimas autárquicas, se não tivesse sido pressionado a candidatar-se a Lisboa, ter-se-ia candidatado à Figueira.
Esta entrevista pode ser ouvida, também, no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.
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<itunes:subtitle>Na próxima semana, por “motivos pessoais”, o antigo deputado e ex-braço direito de Santana Lopes suspende o mandato de vereador na Câmara da Figueira. Mas vai andar por aí, para regressar daqui a quatro meses</itunes:subtitle>
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		<title>Nem de borla me aceitam para fazer estágio (com música)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2011/02/nem-de-borla-me-aceitam-para-fazer-estagio/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 08:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Marques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois casos: um jovem recém-licenciado que se oferece para estagiar e nem assim consegue; um outro que foi “empurrado” para trabalhar a partir de casa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21511" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/06-07-EMPREGOS.jpg"><img class="size-medium wp-image-21511" title="06-07 EMPREGOS" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/06-07-EMPREGOS-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">DR</p></div>
<p>Música dos Deolinda &#8211; &#8220;Que parva que sou&#8221;</p>

<p>Só à terceira <strong>tentativa </strong>é que <strong>Ruben Valente</strong>, 26 anos, conseguiu encontrar um estágio… não remunerado. Até a falta de <strong>material </strong>de escritório serviu justificação para não aceitar o recém-licenciado em Geografia Humana, que nunca pediu salário nem fez quaisquer exigências.</p>
<p>O jovem terminou a licenciatura em junho e sabia que dificilmente conseguiria um emprego antes de ter experiência de trabalho no curriculum. Através do Gabinete de Estágios da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) candidatou-se a um estágio não remunerado na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. “Disseram-me que, à partida, não haveria qualquer problema em aceitarem-me”, recorda. Mas a decisão final tardava em aparecer e – depois de um mês de espera e muitos telefonemas por intermédio do Gabinete da FLUC – a autarquia informou que não sabia “como enquadrar”o estagiário nos seus serviços, pelo que teria de recusar o pedido.</p>
<p>Segunda tentativa: Câmara de Soure. Mais uma vez, Ruben Valente recebeu um “em princípio não haverá qualquer problema” como resposta. Mas decidiu investir desde cedo no contacto direto com a autarquia, para garantir que o pedido não ficava esquecido. “A primeira vez que fui à Câmara nem conseguiam encontrar o meu processo”, relata. Mais uma vez, foi preciso esperar quase um mês para receber uma resposta definitiva. “Acabaram por recusar, dizendo que tinham muitos estagiários e não tinham cadeiras para sentar tanta gente”, conta o geógrafo.</p>
<p>A justificação pode parecer descabida, mas não é tão original quanto se possa pensar. Inês Santos, do Gabinete de Estágios da FLUC, revela que muitos estagiários desenvolvem projetos em casa por falta de espaço na empresa onde estagiam. E é muito comum não conseguir colocar os estagiários à primeira ou segunda tentativa. “Todos os cursos da faculdade enfrentam dificuldades, mas os alunos de Geografia são os que mais se queixam”, revela.</p>
<p>Ruben Valente acabou por desistir das câmaras municipais e contactou a empresa de um ex-professor de faculdade. À terceira tentativa, conseguiu finalmente ser admitido para um estágio de três meses, que termina em março. O futuro depois de estágio é, ainda, uma incógnita. “Quando o Gabinete foi criado, há cinco anos, ainda havia alunos que conseguiam trabalho na empresa onde estagiavam. Agora isso já não tem acontecido”, conta Inês Santos.</p>
<p><strong>De chinelos, a partir de casa</strong></p>
<p>Outro caso paradigmático é o de Jorge (nome fictício), que trabalha num contact center e que – como ele próprio gosta de dizer –, passou “por quase todos os bordéis e esgotos” da região, “a mendigar emprego”.</p>
<p>Jorge fez um curso numa escola profissional. Um pouco ao acaso, estudou para Animador Social. Mas, como o acaso “passa a vida a pregar rasteiras”, fez um primeiro estágio numa instituição particular de solidariedade social que também tem ligações à área da comunicação. Como tinha jeito para a internet, ofereceu-se para atualizar e modernizar o sítio online. “Foi meu maior erro”, admite. Nem lhe arranjaram contrato nem tão-pouco lhe pagaram, nos primeiros dois meses. Mais tarde, perdeu, mesmo, o espaço para trabalhar e começou a ficar em casa.</p>
<p>“Ao princípio, fazia aquilo em sítios diferentes, para evitar aquela coisa de me levantar e ficar de pijama e chinelos a comer e a descansar em cima do computador”. Depressa se fartou, até porque os pagamentos nada tinham de regulares.</p>
<p>Desde meados de 2009 que estabilizou. Mas não conseguiu o contrato, a não ser com uma firma de temporários. Diz que não é político, mas não disfarça uma certa raiva a nascer-lhe nos dentes.</p>
<div id="_mcePaste">
<p><strong>“Eu é que não sou parva”</strong></p>
<p>Uma <strong>canção </strong>transformou-se num <strong>hino</strong>. <strong>Ana Bacalhau</strong>, a voz dos <strong>Deolinda</strong>, não é parva. E parvos não são os milhares de jovens que se reveem na denúncia cantada.</p>
<p>São rapazes e raparigas que têm, na sua maioria, formação diferenciada e muitos cursos mais para acrescentar. Gente que, a princípio, oscila entre estágios não remunerados, alguns alcançados a custo, e o desespero de conseguir o primeiro contrato. Gente que vive obcecada com as páginas de anúncios dos jornais e com os sítios de ofertas de emprego da internet.</p>
<p>São histórias de jovens desta geração deserdada que aqui se contam. Alguns são previsíveis. Outros inesperados. Outros, ainda, são absolutamente comuns, de tanto se repetirem. Todos são reveladores do estado de profunda depressão que afeta, transversalmente, quem não “descola” da situação de precário.</p>
<p>Há sinais contraditórios. De um lado, a aposta em apertar o controlo aos recibos verdes. Do outro, a contração da economia. Tudo isto faz com que as empresas se retraiam. E, portanto, que floresçam os esquemas de trabalho temporário, de falsos prestadores de serviços, de roulement de empregadores, dentro do mesmo grupo. E ainda os truques, bem mais rasteiros, de firmas fictícias e outras burlas.</p>
<p>“Que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar”, canta Ana Bacalhau&#8230;</p>
</div>
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Música dos Deolinda – “Que parva que sou”

Só à terceira tentativa é que Ruben Valente, 26 anos, conseguiu encontrar um estágio… não remunerado. Até a falta de material de escritório serviu justificação para não aceitar o recém-licenciado em Geografia Humana, que nunca pediu salário nem fez quaisquer exigências.
O jovem terminou a licenciatura em junho e sabia que dificilmente conseguiria um emprego antes de ter experiência de trabalho no curriculum. Através do Gabinete de Estágios da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) candidatou-se a um estágio não remunerado na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. “Disseram-me que, à partida, não haveria qualquer problema em aceitarem-me”, recorda. Mas a decisão final tardava em aparecer e – depois de um mês de espera e muitos telefonemas por intermédio do Gabinete da FLUC – a autarquia informou que não sabia “como enquadrar”o estagiário nos seus serviços, pelo que teria de recusar o pedido.
Segunda tentativa: Câmara de Soure. Mais uma vez, Ruben Valente recebeu um “em princípio não haverá qualquer problema” como resposta. Mas decidiu investir desde cedo no contacto direto com a autarquia, para garantir que o pedido não ficava esquecido. “A primeira vez que fui à Câmara nem conseguiam encontrar o meu processo”, relata. Mais uma vez, foi preciso esperar quase um mês para receber uma resposta definitiva. “Acabaram por recusar, dizendo que tinham muitos estagiários e não tinham cadeiras para sentar tanta gente”, conta o geógrafo.
A justificação pode parecer descabida, mas não é tão original quanto se possa pensar. Inês Santos, do Gabinete de Estágios da FLUC, revela que muitos estagiários desenvolvem projetos em casa por falta de espaço na empresa onde estagiam. E é muito comum não conseguir colocar os estagiários à primeira ou segunda tentativa. “Todos os cursos da faculdade enfrentam dificuldades, mas os alunos de Geografia são os que mais se queixam”, revela.
Ruben Valente acabou por desistir das câmaras municipais e contactou a empresa de um ex-professor de faculdade. À terceira tentativa, conseguiu finalmente ser admitido para um estágio de três meses, que termina em março. O futuro depois de estágio é, ainda, uma incógnita. “Quando o Gabinete foi criado, há cinco anos, ainda havia alunos que conseguiam trabalho na empresa onde estagiavam. Agora isso já não tem acontecido”, conta Inês Santos.
De chinelos, a partir de casa
Outro caso paradigmático é o de Jorge (nome fictício), que trabalha num contact center e que – como ele próprio gosta de dizer –, passou “por quase todos os bordéis e esgotos” da região, “a mendigar emprego”.
Jorge fez um curso numa escola profissional. Um pouco ao acaso, estudou para Animador Social. Mas, como o acaso “passa a vida a pregar rasteiras”, fez um primeiro estágio numa instituição particular de solidariedade social que também tem ligações à área da comunicação. Como tinha jeito para a internet, ofereceu-se para atualizar e modernizar o sítio online. “Foi meu maior erro”, admite. Nem lhe arranjaram contrato nem tão-pouco lhe pagaram, nos primeiros dois meses. Mais tarde, perdeu, mesmo, o espaço para trabalhar e começou a ficar em casa.
“Ao princípio, fazia aquilo em sítios diferentes, para evitar aquela coisa de me levantar e ficar de pijama e chinelos a comer e a descansar em cima do computador”. Depressa se fartou, até porque os pagamentos nada tinham de regulares.
Desde meados de 2009 que estabilizou. Mas não conseguiu o contrato, a não ser com uma firma de temporários. Diz que não é político, mas não disfarça uma certa raiva a nascer-lhe nos dentes.

“Eu é que não sou parva”
Uma canção transformou-se num hino. Ana Bacalhau, a voz dos Deolinda, não é parva. E parvos não são os milhares de jovens que se reveem na denúncia cantada.
São rapazes e raparigas [...]</itunes:summary>
<itunes:subtitle>Dois casos: um jovem recém-licenciado que se oferece para estagiar e nem assim consegue; um outro que foi “empurrado” para trabalhar a partir de casa</itunes:subtitle>
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		<item>
		<title>Comissão para retirar despesas a mais no projeto do Metro (com som)</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2011/02/comissao-para-retirar-despesas-a-mais-no-projeto-do-metro-com-som/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 10:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entidade contará com um elemento das câmaras de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, da sociedade Metro Mondego e do Governo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20491" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/REUNIAO-METRO-AA-05b.jpg"><img class="size-medium wp-image-20491" title="REUNIAO ENTRE GOVERNO E AUTARQUIAS SOBRE METRO 020211 FOTO ANTONIO ALVES" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/02/REUNIAO-METRO-AA-05b-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Foto António Alves</p></div>
<p>Declarações de João Paulo Barbosa de Melo à saída da reunião</p>

<p>Declarações de Correia da Fonseca à saída da reunião</p>

<p>O <strong>Governo</strong> vai <strong>adjudicar</strong>, dentro de semanas, as <strong>obras</strong> entre o <strong>Alto de S. João</strong> e <strong>S. José</strong>. A garantia foi ontem dada aos <strong>autarcas</strong> pelo <strong>ministro</strong> António Mendonça e o <strong>secretário de Estado</strong> Correia da Fonseca.</p>
<p>Mas para que tal seja possível, a intervenção já terá em conta as indicações saídas da comissão criada pelas câmaras, secretaria de Estado e Metro Mondego. Esta entidade terá um único objetivo: retirar “gorduras” do projeto. Ou seja, ver de que forma é “que é possível poupar” para que as obras avancem.</p>
<p>Desta forma, o projeto de requalificação da Praça 25 de Abril, junto ao Estádio Cidade de Coimbra, não será realizado. No fundo, e como referiu Correia da Fonseca, não será possível concretizar a “forte componente de reabilitação urbana” que o projeto tinha. A mesma medida será tomada no troço entre S. José e a Portagem, cujo concurso deverá ser lançado pouco tempo depois do traçado na Solum.</p>
<p>Para que tal seja possível, o Governo não vai avançar agora com a colocação dos carris e das catenárias – necessários para a circulação das carruagens. Esta verba, segundo o Governo, ajudará, em conjunto com as poupanças conseguidas dentro da cidade de Coimbra, a que as obras avancem entre o Alto de S. João e o Largo da Portagem.</p>
<p>Só depois o Governo lançará as obras de colocação das catenárias e dos carris. Esta reprogramação atira, como anteontem referiu o secretário de Estado, o projeto para 2014, sendo esta  a nova data prevista para que a população da Lousã e Miranda do Corvo possa fazer a viagem em metro para a cidade de Coimbra.</p>
<p><em>Coimbra-B é essencial</em></p>
<p>João Paulo Barbosa de Melo foi o porta-voz dos autarcas. O presidente da câmara de Coimbra salientou a importância que tem a manutenção do projeto em ferrovia, bem como a disponibilidade revelada pelos autarcas para que se encontrem formas de diminuir os gastos com a intervenção nos três concelhos.</p>
<p>Apesar da satisfação, o autarca não se esqueceu de lembrar que a intervenção não pode ficar na Portagem. Na sua opinião, é essencial que vá, pelo menos, até Coimbra-B. “É essencial que assim aconteça, porque só no seu todo o projeto é sustentável”, frisou.</p>
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	<itunes:summary>Foto António Alves
Declarações de João Paulo Barbosa de Melo à saída da reunião

Declarações de Correia da Fonseca à saída da reunião

O Governo vai adjudicar, dentro de semanas, as obras entre o Alto de S. João e S. José. A garantia foi ontem dada aos autarcas pelo ministro António Mendonça e o secretário de Estado Correia da Fonseca.
Mas para que tal seja possível, a intervenção já terá em conta as indicações saídas da comissão criada pelas câmaras, secretaria de Estado e Metro Mondego. Esta entidade terá um único objetivo: retirar “gorduras” do projeto. Ou seja, ver de que forma é “que é possível poupar” para que as obras avancem.
Desta forma, o projeto de requalificação da Praça 25 de Abril, junto ao Estádio Cidade de Coimbra, não será realizado. No fundo, e como referiu Correia da Fonseca, não será possível concretizar a “forte componente de reabilitação urbana” que o projeto tinha. A mesma medida será tomada no troço entre S. José e a Portagem, cujo concurso deverá ser lançado pouco tempo depois do traçado na Solum.
Para que tal seja possível, o Governo não vai avançar agora com a colocação dos carris e das catenárias – necessários para a circulação das carruagens. Esta verba, segundo o Governo, ajudará, em conjunto com as poupanças conseguidas dentro da cidade de Coimbra, a que as obras avancem entre o Alto de S. João e o Largo da Portagem.
Só depois o Governo lançará as obras de colocação das catenárias e dos carris. Esta reprogramação atira, como anteontem referiu o secretário de Estado, o projeto para 2014, sendo esta  a nova data prevista para que a população da Lousã e Miranda do Corvo possa fazer a viagem em metro para a cidade de Coimbra.
Coimbra-B é essencial
João Paulo Barbosa de Melo foi o porta-voz dos autarcas. O presidente da câmara de Coimbra salientou a importância que tem a manutenção do projeto em ferrovia, bem como a disponibilidade revelada pelos autarcas para que se encontrem formas de diminuir os gastos com a intervenção nos três concelhos.
Apesar da satisfação, o autarca não se esqueceu de lembrar que a intervenção não pode ficar na Portagem. Na sua opinião, é essencial que vá, pelo menos, até Coimbra-B. “É essencial que assim aconteça, porque só no seu todo o projeto é sustentável”, frisou.
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<itunes:subtitle>Entidade contará com um elemento das câmaras de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, da sociedade Metro Mondego e do Governo</itunes:subtitle>
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		<title>“Queremos ser uma mais-valia para os estaleiros locais”, afirma António Miguel Lé</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2011/01/%e2%80%9cqueremos-ser-uma-mais-valia-para-os-estaleiros-locais%e2%80%9d-afirma-antonio-miguel-le/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 10:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jot.Alves</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Portugal Centro]]></category>
		<category><![CDATA[António Miguel Lé]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Figueira da Foz]]></category>
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		<description><![CDATA[O armador preside à Cooperativa de Produtores de Peixe Centro Litoral, que congrega 42 embarcações e emprega 300 pessoas. Ele é o rosto e a voz dos pescadores da Figueira da Foz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19569" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/01/net-le-.jpg"><img class="size-medium wp-image-19569" title="net le" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/01/net-le--300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Arquivo</p></div>

<p>O <strong>armador</strong> <strong>António Miguel Lé</strong> preside à <strong>Cooperativa de Produtores de Peixe Centro Litoral</strong>, que congrega 42 <strong>embarcações </strong>e emprega 300 pessoas. Ele é o rosto e a voz dos pescadores da <strong>Figueira da Foz</strong>.</p>
<p><strong>P- O setor das pescas local vai de vento em popa?</strong></p>
<p>R- Penso que sim, fruto de um trabalho que se desenvolveu há uns anos, e que tem sido acarinhado por todos. Os resultados têm-se, ano após ano, apresentado de uma forma agradável.</p>
<p><strong>P- A cooperativa que preside foi a boia de salvação para os pescadores e armadores locais?</strong></p>
<p>R- Sim. Havia muita gente que se aproveitada da fragilidade, tanto em termos sociais como em termos empresariais, para poder ditar as suas regras. Quando se encontrou o caminho da união, da coesão, da liderança, tudo ficou mais difícil para essas pessoas.</p>
<p><strong>P- Já se notam os benefícios do prolongamento do molhe norte?</strong></p>
<p>R- Ainda é muito cedo para tirar conclusões. O que é certo é que estabilizou a ondulação no interior da barra. Agora, se não houver desassoreamento, que será sempre necessário numa barra natural de um rio, pode trazer consequências gravíssimas para a pesca.</p>
<p><strong>P- De que forma podem os armadores figueirenses contribuir para a recuperação dos Estaleiros Navais do Mondego?</strong></p>
<p>R- Queremos ser uma mais-valia para os estaleiros locais, mas não depende de nós, depende da administração e dos programas de apoio. As novas construções estão fechadas, até 2013. Há que substituir embarcações, mas é preciso que se reestruture a política de apoio às pescas.</p>
<p><strong>P- Os eventos gastronómicos realizados na Figueira contribuem para a divulgação do pescado capturado na costa local?</strong></p>
<p>R- Na nossa cidade, há muito poucos restaurantes que sabem trabalhar a qualidade do pescado que é descarregado no nosso porto. Ter peixe, qualquer um tem; saber trabalhá-lo e apresentá-lo a quem o sabe apreciar, isso é que já é mais complicado.</p>
<p>Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra em <a href="http://www.asbeiras.pt/">www.asbeiras.pt</a>, a partir das 19H30 de sexta-feira, e no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.</p>
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O armador António Miguel Lé preside à Cooperativa de Produtores de Peixe Centro Litoral, que congrega 42 embarcações e emprega 300 pessoas. Ele é o rosto e a voz dos pescadores da Figueira da Foz.
P- O setor das pescas local vai de vento em popa?
R- Penso que sim, fruto de um trabalho que se desenvolveu há uns anos, e que tem sido acarinhado por todos. Os resultados têm-se, ano após ano, apresentado de uma forma agradável.
P- A cooperativa que preside foi a boia de salvação para os pescadores e armadores locais?
R- Sim. Havia muita gente que se aproveitada da fragilidade, tanto em termos sociais como em termos empresariais, para poder ditar as suas regras. Quando se encontrou o caminho da união, da coesão, da liderança, tudo ficou mais difícil para essas pessoas.
P- Já se notam os benefícios do prolongamento do molhe norte?
R- Ainda é muito cedo para tirar conclusões. O que é certo é que estabilizou a ondulação no interior da barra. Agora, se não houver desassoreamento, que será sempre necessário numa barra natural de um rio, pode trazer consequências gravíssimas para a pesca.
P- De que forma podem os armadores figueirenses contribuir para a recuperação dos Estaleiros Navais do Mondego?
R- Queremos ser uma mais-valia para os estaleiros locais, mas não depende de nós, depende da administração e dos programas de apoio. As novas construções estão fechadas, até 2013. Há que substituir embarcações, mas é preciso que se reestruture a política de apoio às pescas.
P- Os eventos gastronómicos realizados na Figueira contribuem para a divulgação do pescado capturado na costa local?
R- Na nossa cidade, há muito poucos restaurantes que sabem trabalhar a qualidade do pescado que é descarregado no nosso porto. Ter peixe, qualquer um tem; saber trabalhá-lo e apresentá-lo a quem o sabe apreciar, isso é que já é mais complicado.
Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra em www.asbeiras.pt, a partir das 19H30 de sexta-feira, e no programa “Clube Privado” da Foz do Mondego Rádio (99.1FM), às 19H00 de sexta e de sábado e às 22H00 de domingo.
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<itunes:subtitle>O armador preside à Cooperativa de Produtores de Peixe Centro Litoral, que congrega 42 embarcações e emprega 300 pessoas. Ele é o rosto e a voz dos pescadores da Figueira da Foz.</itunes:subtitle>
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		<title>Metade ficou na rua</title>
		<link>http://www.asbeiras.pt/2011/01/metade-ficou-na-rua/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 14:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Questões de segurança não permitiram a presença de muitos dos peticionários]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19482" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-19482" title="PROTESTO AR 01 GMM" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/01/PROTESTO-AR-01-GMM-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /><p class="wp-caption-text">Foto Gonçalo Manuel Martins</p></div>
<p>Cerca de três centenas dos <strong>contestários </strong>à <strong>decisão </strong>do <strong>Governo </strong>em parar as <strong>obras </strong>do <strong>Metro Mondego</strong> não assistiu ao debate nas <strong>galerias </strong>da <strong>Assembleia da República</strong>.</p>
<p>A decisão prendeu-se com as questões de segurança impostas pela segurança do edifício e nem a interpelação do deputado socialista Victor Baptista valeu a muitos dos cidadãos que tiveram de ficar ao frio no exterior do parlamento.</p>
<p>No interior do hemiciclo, a discussão apenas começou às 17H56. Nessa altura, Jaime Gama abriu a discussão com a intervenção da relatora da petição, Carina João.</p>
<p>Depois, cada um dos grupos parlamentares teve oportunidade de explicar, em pouco mais de dois minutos, as razões que assistiam a cada um dos projetos de resolução entregue. Em todos eles, mesmo o do PS, a melhor solução para o antigo ramal é a ferrovia. Se José Manuel Pureza (BE) falou de “honestidade política” para defender a continuação das obras para a introdução do sistema de metropolitano, já a jovem comunista Rita Rato usou a máxima de quem “estraga velho, paga novo”, solicitando às outras bancadas para não “chorarem lágrimas de crocodilo”.</p>
<p>Serpa Oliva, do CDS-PP, solicitou ao Governo para parar de fazer promessas, bem como o não abandono da linha que servia milhares de pessoas. José Luís Ferreira, dos Verdes, salientou o direito à mobilidade das populações, as quais não têm de pagar “pelos erros do Estado”.</p>
<p>Maria do Rosário Águas (PSD) optou por mostrar através de fotografia o aspeto atual da linha. “Uma situação vergonhosa”, considerou, sendo mesmo considerado como um caso de desperdício de dinheiro.</p>
<p>Foi a antiga secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a dizer que o Governo mantém “o interesse nacional” no projeto e acusou a oposição de “manipular a população com demagogia eleitoral”.</p>
<p>“É preciso ter lata”, respondeu Rita Rato. A votação da petição e dos projetos de resolução tem lugar amanhã de manhã.</p>
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	<itunes:summary>Foto Gonçalo Manuel Martins
Cerca de três centenas dos contestários à decisão do Governo em parar as obras do Metro Mondego não assistiu ao debate nas galerias da Assembleia da República.
A decisão prendeu-se com as questões de segurança impostas pela segurança do edifício e nem a interpelação do deputado socialista Victor Baptista valeu a muitos dos cidadãos que tiveram de ficar ao frio no exterior do parlamento.
No interior do hemiciclo, a discussão apenas começou às 17H56. Nessa altura, Jaime Gama abriu a discussão com a intervenção da relatora da petição, Carina João.
Depois, cada um dos grupos parlamentares teve oportunidade de explicar, em pouco mais de dois minutos, as razões que assistiam a cada um dos projetos de resolução entregue. Em todos eles, mesmo o do PS, a melhor solução para o antigo ramal é a ferrovia. Se José Manuel Pureza (BE) falou de “honestidade política” para defender a continuação das obras para a introdução do sistema de metropolitano, já a jovem comunista Rita Rato usou a máxima de quem “estraga velho, paga novo”, solicitando às outras bancadas para não “chorarem lágrimas de crocodilo”.
Serpa Oliva, do CDS-PP, solicitou ao Governo para parar de fazer promessas, bem como o não abandono da linha que servia milhares de pessoas. José Luís Ferreira, dos Verdes, salientou o direito à mobilidade das populações, as quais não têm de pagar “pelos erros do Estado”.
Maria do Rosário Águas (PSD) optou por mostrar através de fotografia o aspeto atual da linha. “Uma situação vergonhosa”, considerou, sendo mesmo considerado como um caso de desperdício de dinheiro.
Foi a antiga secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a dizer que o Governo mantém “o interesse nacional” no projeto e acusou a oposição de “manipular a população com demagogia eleitoral”.
“É preciso ter lata”, respondeu Rita Rato. A votação da petição e dos projetos de resolução tem lugar amanhã de manhã.
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<itunes:subtitle>Questões de segurança não permitiram a presença de muitos dos peticionários</itunes:subtitle>
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