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	<title>Diário As Beiras &#187; Opinião</title>
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	<description>O meu jornal, a minha região</description>
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		<title>Opinião &#8211; Troika, governo e oposição</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 08:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lucílio Carvalheiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Lucílio Carvalheiro, Engenheiro Técnico]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/LUCILIO-CARVALHEIRO1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82803" alt="LUCILIO CARVALHEIRO" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/LUCILIO-CARVALHEIRO1.jpg" width="236" height="124" /></a>Lucílio Carvalheiro</em></p>
<p>Troika: Existe generalizada hostilidade contra a <strong>Troika</strong> ( FMI, BCE, CE ). A sua função é mal apresentada à <strong>opinião</strong> pública. E ninguém, de responsabilidade, explica a questão fundamental, apesar de me parecer essa a <strong>finalidade</strong> &#8211; Parceria Institucional.</p>
<p>De facto: a) ela aprovisiona o Tesouro a uma taxa de juro substancialmente inferior à praticada pelos «mercados» ; b) ela é a “consultora” que proporciona, a nível político alargado da Comissão Europeia, a prorrogação dos prazos de maturidade da dívida soberana junto dos credores Institucionais; c) sempre aceitou, aceita, as propostas do Governo; d) Nunca impôs, ou impõe ao Governo, qualquer medida especifica ou sectorial: e) Explicam, isso sim, que os técnicos destacados para fazerem as “avaliações” trimestrais só têm uma missão, qual seja: averiguar se o controlo orçamental &#8211; quantitativo (deficit ) se conforma à «regra» definida por todos os Estados membros.</p>
<p>E só assim se compreende a “tolerância” na revisão do Deficit orçamental; na revisão das maturidades de compromissos assumidos; nas sucessivas “avaliações” trimestrais sempre positivas, sendo que, por um lado cumprida alguma proposta com impacto na quantificação orçamental e/ou por outro, acaso não tenha sido conseguido tal desiderato, novas propostas sejam apresentadas &#8211; quantificadas &#8211; mesmo que as mais absurdas ( qualificadas ) politicamente, como por exemplo foi o caso da TSU, como é o caso, nesta última “avaliação”, dos rendimentos dos reformados e pensionistas. Não cuidam, pois, os técnicos da Troika, porque não lhes compete, fazerem apreciação política das medidas propostas pelo Governo, porque é este a única entidade competente para o fazer. Ora, nestes tempos difíceis este comportamento e atitude “passiva” da Troika representa muitíssimo. Aqui reside a razão da importância e urgência na renovação temporal do acordo feito, ao tempo &#8211; 2011 a 2014.</p>
<p>Esta é que é a realidade. Governo: Está resolvido que sai, pois nunca fez e não faz a correcta gestão política da parceria Institucional com a Troika. É urgente tratar da sua substituição, quanto antes, por duas razões: a) a encarregatura está mal entregue; b) o problema formal da legitimidade eleitoral &#8211; “contrato” Junho 2011 &#8211; e consequente maioria parlamentar , mas sem o suporte político geral, há muito findo, deve ser resolvido quanto antes.</p>
<p>Acresce. Convirá reparar que depois do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) o Orçamento Rectificativo que aí vem voltará a ser muito mau. Tanto quanto me é dado fazer juízo da situação os estragos serão vastos e profundos. Voltar-se-há a renovar a descrença nas Instituições Democráticas e no próprio Regime Democrático, na sua incapacidade de se fazer uma política de Serviço Público de acordo com as reais funções do Estado, e da assistência social sair da virtude cristã da caridade.</p>
<p>Oposição: Perante tudo isto, que é real e grave, o cidadão-comum sente-se deprimido, desiludido, hélas, impotente para reverter o «estado das coisas públicas», o que dá azo a que se prossiga com a tese do «caminho certo»; também porque o Presidente da República perdeu o espírito Constitucional do seu juramento; ainda, porque as classes altas da economia, das finanças, da política, são, como é sabido, as mais inconscientes e vilmente sôfregas. Hão-de pagá-lo. Ora, sendo o Partido Socialista (PS) o maior partido na oposição seria curial dar uma palavra de orientação, factual, clara, assertiva, concludente &#8211; como não vem e, com o faltar, desorienta. Mas devo chamar a atenção para este ponto: é preciso dar ao PS condições de actuação rápida para que não tenhamos nunca razão de nos queixarmos de demoras ou entraves. Sobre este aspecto até considero aconselhável interessar, sempre que possível, opiniões particulares em casos partidários &#8211; unir esforços porque o interesse nacional sobrepõe-se ao interesse partidário de aguardar pelos resultados das eleições autárquicas, para depois agir. Decerto. É vulgar ouvir-se, ler-se, que é chocante a deficiência de preparação para vir a ser Governo. Mas temos melhor?</p>
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		<title>Opinião &#8211; No após Troika, infelizmente, tinha razão!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 07:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joana Santos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Vilar]]></category>

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		<description><![CDATA[Luís Vilar, Presidente da Associação Cognitária de S. Jorge de Milreu]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/LUIS-VILAR.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82800" alt="LUIS VILAR" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/LUIS-VILAR.jpg" width="236" height="124" /></a>Luís Vilar</em></p>
<p>No último ano, em particular nos últimos meses, venho escrevendo sobre as <strong>consequências</strong> da <strong>crise</strong> <strong>financeira</strong> nos EUA e na Europa, que se tem vindo a agravar e que põe em causa os <strong>conceitos</strong> sociais e de cidadania, do que considerávamos: as Democracias Ocidentais, especialmente, o Conceito Europeu.</p>
<p>Fui escrevendo e reafirmo (infelizmente) que a nova ordem mundial, após a queda do muro de Berlim, fez surgir um novo capitalismo especulativo, de “circo”, que prejudica as Populações e que a falta de Estadistas na Europa (Sociais-Democratas e Democratas Cristãos) veio dar lugar ao conceito dos liberais que ainda pensam que “os mercados globais” são humanizáveis e que tudo resolvem, conduzindo a Classe Média para uma situação de “novos pobres”, ao mesmo tempo que os pobres começam a ficar numa condição sub-humana.</p>
<p>Os EUA conseguem resistir emitindo moeda, sem contudo se demonstrar se tem reservas para o efeito.</p>
<p>Na Europa, os Países já resgatados pela Troika são 4, com a Espanha, a Itália, a França, acompanhados agora da Holanda e da própria Inglaterra, a crise dos défices públicos, começa a ser fortemente preocupante.</p>
<p>Só por si, estes números são assustadores e evidenciam que não são só os Países do Sul da Europa a sofrerem os impactos da crise financeira. Mais, se verificarmos bem os índices de retração económica, verificamos o mau desempenho da economia Alemã no 1º Trimestre de 2013, o que se justifica pelo simples facto de os principais importadores da Alemanha são os Países Europeus.</p>
<p>Recentemente, e perante o falhanço da estratégia da austeridade para combater a crise, assistimos ao lamentável ping-pong, sobre de quem é a culpa desta austeridade que nada resolve. Sem qualquer tipo de decoro, como se de “virgens “se tratassem, a Alemanha acusa a Comissão Europeia, pela falta de crescimento económico e pela degradação das condições de vida dos Europeus.</p>
<p>Mas, é esta mesma Alemanha que já anunciou que a União Bancária na Europa tem de ter dois tempos: um para Países mais desenvolvidos e outro para os que têm uma economia mais frágil.</p>
<p>A ser assim, também deveriam existir Tratados Europeus, como por exemplo, o Plano Agrícola Comum, que deveria ter duas fases: uma para os Países que já são auto-suficientes em termos alimentares, e doutro para os que ainda não atingiram esse estado.</p>
<p>Por outro lado, o resgate do Chipre, abriu uma “caixa de pandora”, como afirmou Bagão Félix, porque, quer queiram ou não, a confiança no sistema financeiro dos estados-membros, saiu completamente degradada.</p>
<p>Aliás, também neste campo a hipocrisia dos dirigentes europeus (não Estadistas) é uma evidência. Começaram por dizer que a solução era do próprio Chipre e que jamais se aplicaria a qualquer ou País Europeu, para depois ficarmos a saber que a ideia de “roubar” o dinheiro aos depositantes no Chipre partiu do Ministro das Finanças da Alemanha.</p>
<p>Agora, até já afirmam que a solução pode ser aplicada noutros Países.</p>
<p>Conclui-se assim que a única crise que sempre existiu a partir de 2007/2008 nos EUA foi a Financeira.</p>
<p>A crise não foi económica, social ou política, a única crise que existiu e persiste é a do sistema financeiro (Bancos/Fundos de Investimento) que fizeram um ataque sem precedentes às condições de vida dos Cidadãos, agora travestidos de marxistas, uma vez que exigem os avais de Países Soberanos.</p>
<p>Sou Português com orgulho, europeu e até cidadão do mundo, mas recuso-me a pertencer a um conjunto de marionetes a mando dos mercados globais, especulativos e opressores.</p>
<p>Reafirmo, ou a União Bancária na Europa é para os Cidadãos, ou julgo, tal como já aconteceu em outros Continentes, que é melhor acabar com o Euro.</p>
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		<title>Opinião &#8211; Os Cavaleiros do Graal</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 06:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[António Augusto Menano]]></category>
		<category><![CDATA[Cavaleiros do Graal]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio Academia Figueirense]]></category>
		<category><![CDATA[ler]]></category>

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		<description><![CDATA[António Augusto Menano, escritor]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ANTONIO-MENANO2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82821" alt="ANTONIO MENANO" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ANTONIO-MENANO2.jpg" width="236" height="124" /></a>António Augusto Menano</em></p>
<p>Frequentávamos todo o<strong> Colégio Academia Figueirense</strong>, em comum o gostarmos de <strong>ler</strong>, uns mais do que os outros, livros policiais, de aventuras, banda desenhada e outros géneros próprios da adolescência, e a nossa amizade ia-nos proporcionar juntarmo-nos num grupo, ao qual demos o nome de “<strong>Cavaleiros do Graal</strong>”, que passou a ter uma sede, na rua Direita do Monte, numa casa do quintal da residência do Fernando Pessoa.</p>
<p>E todos contribuímos para a “ nossa” biblioteca, juntámos esforços e fizemos um jornal, as mais das vezes datilografado, onde íamos escrevendo e publicando tentativas variadas, contos, poemas, crónicas.</p>
<p>Neste tempo em que ouço na TV que o livro vai desaparecendo e a leitura e a escrita se resumem a mensagens de telemóveis e emails, aqui escrevo os nomes: Abel Rocha Neves, Carlos António Andrade Cação, José Eduardo Couto Nunes da Silva, Mário Moniz Santos, Zulmindo Gomes Pinto, Fernando Pessoa, o autor destas linhas.</p>
<p>Terá havido outros menos assíduos. O nosso jornal guardou-o o Mário Moniz e estará hoje entre as suas “coisas”, que doou à Sociedade Figueira – Praia. Éramos diferentes, P.P.M., P.T., P.S.D., F.N.L.A., P.C.P no pós 25 de Abril. Mas gostávamos de ler e tínhamos tido professores que nos motivaram. A nossa passagem do grupo à massa não apagou, quase sempre, o gosto pela cultura.</p>
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		<title>Opinião &#8211; Associação hepatites  e a solidariedade</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 04:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mário Nunes, Historiador]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/MARIO-NUNES1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82797" alt="MARIO NUNES" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/MARIO-NUNES1.jpg" width="236" height="124" /></a>Mário Nunes</em></p>
<p>O <strong>país</strong>, com tantas opiniões contraditórias, minado pela <strong>divulgação</strong> de tão <strong>diversos</strong> e diários <strong>comentários</strong> de “<strong>lídimos</strong>” comentadores, acrescido das incertezas, expectativas e informações de roupagem, por vezes, aterradoras, em que o “Concílio dos Deuses” se reúne, periodicamente, para nada dizer ou fazer (amena cavaqueira entre “amigos”), possui, também, neste somatório de angústia, de tristeza, de desânimo e de privilegiada elite, pessoas que sem protagonismo, nem luzes da ribalta, devotam a sua vida a favor do semelhante. Voluntários sempre disponíveis para apoiar as causas que tornam menos sombria a vida do homem. E, felizmente, neste Portugal de brandos e exemplares costumes, onde reside, ainda, a hospitalidade, a amizade ao próximo e a disponibilidade para reduzir a miséria, a fome, a solidão, a pobreza e a doença dos abandonados e sofredores sem recursos para aliviar a dor, encontramos milhares de voluntários, verdadeiros samaritanos que se privam dos tempos livres e do descanso para ajudar os necessitados. O seu número aumenta à medida que a desesperança se instala nas famílias como lapa agarrada à rocha. E, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística houve, em 2012, um milhão e quatrocentos mil portugueses, com 15 ou mais anos, que realizou, em média, 29 horas/mês, na atividade voluntária em prol do cidadão, sem olhar a credos, raças ou nacionalidades.</p>
<p>Esta introdução serve para ilustrar o trabalho da Associação SOS Hepatites, com pólo em Coimbra, que desde 2008, com a coragem e a determinação dos seus voluntários, tem levado a efeito uma campanha de sensibilização e ação para combater a doença que mina milhares de cidadãos e que alastra quando as condições económicas e financeiras do portador não permitem que elimine o mal. Associação que se entrega a ajudar e menorizar ou eliminar a doença num rasgo de solidariedade, que testemunha, perante os hipócritas que falam de solidariedade, que esta não é uma palavra vã, mas que é abraçada por gente que a pratica em pleno.</p>
<p>No sábado, no histórico café Santa Cruz, a comemorar os 90 anos da sua fundação, a SOS Hepatites, sob a direção da incansável Graça Franco, a que se aliaram voluntários músicos do fado, da canção de Coimbra, jograis do Bonifrates e outros colaboradores, realizou-se um serão de solidariedade, que além de demonstrar o valor da prevenção para evitar as hepatites, teve outro gesto de solidariedade ao receber dádivas destinadas a outra associação de carater social, a Integrar, com quem assinou um protocolo de cooperação. Uma noite de amor ao próximo que, apesar da chuva e frio, congregou naquele espaço emblemático de Coimbra, sempre aberto às iniciativas culturais, sociais e outras, dezenas de pessoas que usufruíram do valor do convívio cultural e da alegria de partilhar momentos de ajuda aos que precisam.</p>
<p>SOS Hepatites, associação sem fins lucrativos, com a missão principal de defesa dos interesses e dos direitos dos doentes infetados por hepatites virais, através da prestação de apoio, consciencialização da população para esta doença, relacionamento com os profissionais da saúde, atuação junto de grupos de alto risco de infeção, combate ao preconceito e discriminação, e outras boas práticas. Um conjunto de atos que valida a riqueza da generosidade humana.</p>
<p>Num mundo egoísta em que o lucro e o acumular de fortunas espezinha e aniquila o homem dependente dos usurários, poderosos e desumanos, é consolador encontrar pessoas que, sem contrapartidas, se mobilizam para servir, com amor, a sociedade, exemplo da SOS Hepatites.</p>
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		<title>Opinião &#8211; Passar pela vida&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Salvador Massano Cardoso, médico]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/SALVADOR-MASSANO-CARDOSO.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-81764" alt="SALVADOR MASSANO CARDOSO" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/SALVADOR-MASSANO-CARDOSO.jpg" width="236" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><em>Salvador Massano Cardoso</em></span></p>
<p>Passar pela <strong>vida</strong> sem dar conta da mesma é muito comum. Muitos dos que não dão conta da sua <strong>existência</strong> conseguem ameaçar e <strong>destruir</strong> outros que, graças ao seu <strong>engenho</strong>, <strong>arte</strong> e <strong>criatividade</strong>, pretendem dar novas <strong>formas</strong>, cores e sentido à pobre <strong>humanidade</strong>.</p>
<p>Vítimas da mesquinhez e alvos de ódios setoriais constituem um grupo particular de seres que atraem as flechas de imbecis e a raiva de ignorantes alimentados por nacionalismos estéreis, por vezes acobertados pelos conceitos arrogantes das religiões, ou, então, deformados pelas visões doentias das tendências ideológicas.</p>
<p>No fundo, bebem ansiosamente verdadeiros venenos com os quais as suas débeis almas, estruturadas por preconceitos básicos e simples, conseguem ver um estreito e distorcido mundo. Pobres infelizes que não sabem fazer outra coisa, apenas semear a discórdia e provocar a violência.</p>
<p>Ao fim de algum tempo, habitualmente muito tempo depois, surgem pedidos de desculpa como a quererem redimir as faltas do grupo a que pertencem, grupos que se entendem desde a nação à religião.</p>
<p>Muitos dos intervenientes destes tipos de comportamentos autocensuram-se em nome dos mais velhos ou dos seus antepassados, como se isso fosse suficiente para por uma pedra em cima do assunto. Muitas vezes acabam por repetir as mesmas condutas através de fenómenos dos seus dias, provocando injustiças que nunca serão reparadas em tempo oportuno para as vítimas do seu desprezo e ódio. Quem vier a seguir decerto pedirá as desculpas necessárias. Um parafuso sem fim. Limpam a má consciência através dos seus descendentes.</p>
<p>Um perpetuar de insultos, um alimentar de ódios e uma forma imbecil de passar pela vida.</p>
<p>Três pequenos apontamentos, entre dezenas de outros:</p>
<p>1. o presidente sérvio a pedir desculpa pelo massacre de Srebrenica;</p>
<p>2. o Parlamento irlandês a perdoar a conduta dos veteranos irlandeses que combateram contra os nazis em regimentos britânicos, os quais foram considerados traidores e cobardes, isto depois do governo ter pedido desculpa;</p>
<p>3. a alteração da conduta dos argelinos face ao genial Camus que criticou, e bem, os comportamentos selváticos e terroristas decorrentes da guerra da Argélia, mas que agora começa a ser admirado entre as suas gentes do norte de África.</p>
<p>Veteranos irlandeses e Camus foram considerados como cobardes pelos seus. Mas lutar em nome da liberdade, da democracia e da dignidade dos seres humanos é ser-se cobarde? Cobardes são as pessoas mesquinhas que destilam violência, ódio e desprezo pelo seu semelhante e que passam pela vida sem saber que existem&#8230;</p>
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		<title>Eu, deputado &#8211; Crowdfunding</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 12:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rui Duarte]]></category>

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		<description><![CDATA[Rui Duarte, deputado PS]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/RUI-DUARTE.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-81782" alt="RUI DUARTE" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/RUI-DUARTE.jpg" width="236" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><em>Rui Duarte</em></span></p>
<p>O <strong>financiamento</strong> às <strong>empresas</strong> é dos principais problemas que o País enfrenta. Nenhuma estratégia de <strong>crescimento</strong> económico, promoção de <strong>emprego</strong>, <strong>industrialização</strong> ou reforço na produção de bens transacionáveis será bem-sucedida sem encontrarmos uma <strong>resposta</strong>.</p>
<p>Segundo o Banco de Portugal, 2012 fechou com uma redução constante do financiamento, revelada por uma quebra média mensal no crédito concedido às pequenas e médias empresas de 8,3%.</p>
<p>Para uma start-up é praticamente impossível alcançar o financiamento necessário ao início de atividade sem a apresentação de garantias reais ou sujeição a juros proibitivos.</p>
<p>Perante isto, importa considerar soluções alternativas que, apesar de não responderem a todos os problemas, permitem lançar e viabilizar empresas, criar e salvaguardar emprego e canalizar recursos indispensáveis à economia. Uma delas é o financiamento colaborativo ou crowdfunding.</p>
<p>Como tal, as empresas dirigem-se a plataformas online e procuram, através de campanhas de financiamento, recolher pequenos montantes junto de uma multidão de investidores que são, essencialmente, pessoas interessadas em investir parte das suas poupanças em negócios inovadores e com potencial.</p>
<p>Em 2012 foram movimentados cerca de 2,8 mil milhões de dólares à escala planetária. O maior crescimento ocorre em duas modalidades que ainda não são praticadas em Portugal: a que permite receber parte do capital social ou dos lucros da empresa e a que permite receber juros, em troca do financiamento prestado.</p>
<p>Como tal, apresentámos um Projeto de Lei na Assembleia da República que visa acautelar a prática das duas modalidades em Portugal, introduzindo na ordem jurídica portuguesa a figura do financiamento colaborativo.</p>
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		<title>Opinião &#8211; Poderíamos ser nós</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 11:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[rui curado silva]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Rui Curado da Silva, investigador ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/RUI-CURADO-DA-SILVA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-81951" alt="RUI CURADO DA SILVA" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/RUI-CURADO-DA-SILVA.jpg" width="236" height="124" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><em>Rui Curado Silva</em></span></p>
<p>Sou <strong>ateu</strong>, mas sei reconhecer o excelente trabalho da <strong>Igreja</strong> em prol dos mais <strong>pobres</strong> entre os pobres. Não me refiro à caridadezinha, refiro-me a um <strong>trabalho</strong> que vê no próximo um <strong>ser humano</strong>, um igual, que não se limita à distribuição de pão, é um trabalho que interpela as causas da <strong>miséria</strong> e por isso um trabalho que se cola à pele, que dorme e que desperta com quem o pratica. Preocupantes são os tempos quando a <strong>capacidade</strong> da Igreja para ajudar o próximo está à beira do <strong>colapso</strong>.</p>
<p>Há não muito tempo, técnicos responsáveis pela gestão dos processos do Rendimento Social de Inserção no nosso concelho estiveram quase meio ano sem receber salário. Como podem estes técnicos combater a precariedade quando eles próprios são vítimas de precariedade?</p>
<p>Outras instituições do nosso concelho têm realizado um excelente trabalho em prol dos mais pobres e excluídos, como a Figueira Viva ou a Bem-Querer. Mas algumas das mais importantes vertentes do trabalho destas associações, como a formação ou o acompanhamento de jovens em situação de risco, fundamentais para retirar pessoas do circuito fechado da miséria, têm sido torpedeadas pelos cortes e pela falta de sensibilidade do governo, um governo mais virado para a caridadezinha.</p>
<p>A nível local também não se compreende a morosidade da câmara para aprovar a abertura do novo edifício do Centro Social Bem-Querer, para o qual existe já uma extensa lista de espera de pessoas a quem a crise não perdoa nem um minuto.</p>
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		<title>Opinião &#8211; Quem reboca quem?</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[António Jorge Pedrosa]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Municipal da Figueira da Foz]]></category>
		<category><![CDATA[executivo]]></category>
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		<category><![CDATA[relatório]]></category>
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		<description><![CDATA[António Jorge Pedrosa, gestor de recursos humanos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ANTONIO-JORGE-PEDROSA2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82656" alt="ANTONIO JORGE PEDROSA" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ANTONIO-JORGE-PEDROSA2.jpg" width="236" height="124" /></a> António Jorge Pedrosa</em></p>
<p>No <strong>relatório</strong> de <strong>Gestão</strong> de 2012 da<strong> Câmara Municipal da Figueira da Foz</strong>, podemos ler que, nesse ano, foram realizadas 23 <strong>reuniões</strong> ordinárias e sete reuniões extraordinárias do <strong>executivo</strong> da Câmara. Nessas reuniões, foram agendados, para apreciação dos vereadores que compõem o Executivo municipal, um total de 884 assuntos, dos quais 818 foram aprovados por unanimidade e 35 por maioria. Se não me falha a memória, nenhum assunto estruturante foi bloqueado ou ficou sem solução, por iniciativa da oposição. Tal unanimidade não seria de estranhar, se não estivéssemos a falar de uma Câmara, onde quem ganhou não tem maioria sendo o executivo composto com 9 membros, quatro eleitos pelo PS, três pelo PSD e dois pelo Movimento Figueira 100%.</p>
<p>Posso estar a fazer uma leitura simplista, mas a verdade é que todos aqueles assuntos foram efetivamente votados, o que nos remete para uma reflexão: quem acompanhou a atividade do executivo camarário através da comunicação social, poderá ficar com a sensação que nada disto aconteceu. Com leituras atentas, encontrávamos episódios frequentes, amplificados na sua dimensão e algo imparciais, relatando instabilidade, lutas partidárias, arrufos pessoais e vereadores a reboque. Com satisfação afirmo que não é pelo facto de uma mentira ser repetida muitas vezes que ela se torna verdade e não deixa de ser irónico que o que “vende” jornais afinal é o teatro. E na Figueira, terra de tradições cénicas, só os políticos e comentadores com jeito para a arte, é que se safam!</p>
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		<title>Opinião &#8211; Setembro Vermelho, o romance da crise académica de 1969</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 09:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[lugar]]></category>
		<category><![CDATA[Rolando F. Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Rolando F. Silva, Professor]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/Rolando-Silva.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-82644" alt="Rolando Silva" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/Rolando-Silva-258x300.jpg" width="258" height="300" /></a>Rolando F. Silva</em></p>
<p><strong>Coimbra</strong> não ocupa um <strong>lugar</strong> primordial na <strong>ficção</strong> narrativa portuguesa do século XX, no que diz respeito à cidade como musa inspiradora, pois ficou sempre mais conhecida pela sua ligação à poesia e ao fado (Miguel Torga, Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, por exemplo) do que propriamente à prosa literária, embora tenha albergado nos anos 40 um dos berços do movimento neorrealista português.</p>
<p>É por isso que um romance como “Setembro Vermelho”, que coloca Coimbra e o movimento académico de 1968/1969 no seu centro, ocupa desde logo um lugar importante, na sequência de dois dos mais famosos textos que também têm Coimbra como cenário principal: “In Illo Tempore”, de Trindade Coelho (datado de 1902 ) e “Fogo na Noite Escura”, de Fernando Namora (de 1943, mas refundido em 1961 ).</p>
<p>“Setembro Vermelho”, editado em 2012, mas cuja ação se reporta aos anos de 1968 e 1969, pode ser considerado como um romance histórico e, porventura, também com uma forte componente autobiográfica (Cândido Ferreira atravessou, na alvorada dos seus 20 anos, toda a sequência dos acontecimentos que ocorreram entre a famosa queda da cadeira de Salazar e a greve da academia aos exames da primeira época, em 1969 ).</p>
<p>O seu narrador e herói principal é Ulisses (nome que certamente não foi escolhido por acaso), um estudante recém-chegado de Paris logo a seguir ao Maio de 1968 (o que também não é uma coincidência) e que se vai matricular no curso de História da Faculdade de Letras e viver numa república de estudantes da alta coimbrã.</p>
<p>O que faz desta narrativa um romance histórico é o facto de acompanhar passo a passo a cronologia dos acontecimentos, desde a organização e o envolvimento do movimento estudantil na sua mobilização para ganhar as eleições para a direção da sua Associação Académica, até à indignação e ao protesto por não ser dada voz ao representante dos estudantes na famosa inauguração do Edifício das Matemáticas, no dia 17 de Abril de 1969.</p>
<p>A sequência narrativa, a partir deste acontecimento, transforma-se numa crónica vertiginosa de movimento e ação que agarra o leitor e o obriga a continuar a leitura até às últimas páginas.</p>
<p>Contudo, o seu epílogo obriga Cândido Ferreira a fazer uma viagem no tempo, até ao 25 de Abril de 1974, pois não era possível, depois de se exigir nas ruas uma nova universidade e uma nova sociedade, regressar aos tempos de chumbo do marcelismo e da guerra colonial, como se nada se tivesse passado e era preciso encontrar uma solução coletiva para o problema da realização da felicidade pessoal dos seus protagonistas.</p>
<p>É por isso que o poeta Rui Namorado conclui o seu poema ao 17 de Abril de 1969 com os seguintes versos premonitórios:</p>
<p>(…) “nos pátios tão augustos dos saberes/uma pequena luz foi inventada/sem o sabermos fomos a semente/do vento que chamou por outros ventos.”</p>
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		<title>Opinião &#8211; A essência do amor</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 07:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Opiniao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[A Essência do Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Elsa Ligeiro]]></category>
		<category><![CDATA[María Zambrano]]></category>
		<category><![CDATA[Terrence Malick]]></category>

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		<description><![CDATA[Elsa Ligeiro, Editora]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ELSA-LIGEIRO.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-82641" alt="ELSA LIGEIRO" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2013/05/ELSA-LIGEIRO.jpg" width="236" height="124" /></a>Elsa Ligeiro</em></p>
<p>Se <strong>Terrence Malick</strong> tivesse lido com atenção a espanhola <strong>María Zambrano</strong> é provável que o seu filme <strong>A Essência do Amor</strong> não fosse a infindável pergunta que nos deixa perplexos e cansados até ao limite.</p>
<p>Em A Árvore da Vida a sua proposta já era um retorno à consciência e às perguntas primárias: de onde surgimos e qual o sentido da vida, mas em A Essência do Amor Malick ultrapassa as fronteiras do minimalismo e entra no que se pode classificar como teimosia do impasse: como não há resposta, interroga até se esquecer da pergunta.</p>
<p>O último filme de Malick surge assim como uma exposição clara da ignorância com que lidamos com o Amor e as suas fronteiras.</p>
<p>A protagonista, que o realizador segue como uma sombra (no seu estilo inconfundível), da Europa à América, levita primeiro quando possuída pelo amor que a faz feliz.</p>
<p>Mas quando esse amor deixa de ser o conto de fadas prometido regressa à Europa. Voltará mais tarde à América, na esperança de reencontrar o seu amor perdido. Um retorno ao mesmo cenário, mas onde o amor se transformou em recordação e memória.</p>
<p>O outro protagonista desta história de amor que parecia infinito deixa-se amar na confortável espuma dos dias. Com um amor a substituir um outro sem olhar nunca para trás.</p>
<p>E as questões que o filme de Terrence Malick nos coloca são simples: como se recupera um amor que já nos pertenceu e que desaparece sem deixar rasto? A quem pertence um amor com dois protagonistas?</p>
<p>Esta questão é ainda mais visível no terceiro personagem do filme, um padre, vítima do amor por um Deus que no seu deslumbramento o motivou à escolha radical do sacerdócio e que agora se sente abandonado por Ele. Aqui, o desespero é infinito e silencioso.</p>
<p>Repito: se Terrence Malick tivesse lido o que María Zambrano escreveu sobre o Amor em O Homem e o Divino (de que aqui fica apenas um aforismo): “A consciência aumenta após um desengano de amor, como a própria alma se dilata com o seu engano”, o filme A Essência do Amor não se arrastava interminavelmente na pergunta: Onde está o Amor?</p>
<p>Porque o amor e o seu abandono são uma aprendizagem. Um reforço da nossa humanidade e independência.</p>
<p>&nbsp;</p>
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