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Paulo Leitão
SANTA COMBA DÃO – Cristina, Mariana e Joana vão ficar sepultadas juntas
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Os corpos das três jovens vizinhas do pequeno lugar de Cabecinha de Rei serão sepultados em talhões contíguos e os funerais deverão decorrer em simultâneo.
A família de Mariana Lourenço deslocou-se ontem à Câmara de Santa Comba Dão para pedir que o corpo da jovem fosse sepultado junto das amigas Joana e Cristina.
A autarquia reservou assim mais uma sepultura para a segunda vítima do presumível homicida no cemitério da cidade, depois de inicialmente se pensar que os familiares de Mariana pretendiam sepultá-la noutra povoação.
O DIÁRIO AS BEIRAS confirmou ontem que os funerais vão realizar-se no mesmo dia. Só ainda não se sabe quando, uma vez que nem mesmo o cadáver de Isabel Cristina Isidoro, a primeira vítima, que se encontra sepultado no cemitério da Figueira da Foz, e cuja identidade já está confirmada, não foi ontem exumado, como pretendiam os familiares.
As autoridades estão a tentar que os três corpos sejam “libertados” ao mesmo tempo, para que os funerais decorram no mesmo dia.
“Penso que é o melhor para terminar de vez com esta situação”, adiantou ontem uma fonte da autarquia.
Cristina e Joana terão um funeral católico.
Os cadáveres serão transportados para a Igreja Matriz de Santa Comba Dão onde decorrerá uma homilia e depois seguirão para o cemitério. Em relação a Mariana, que professava uma religião evangélica, a família irá receber o corpo directamente no cemitério, onde decorrerá uma cerimónia própria da sua religião. Os corpos das três jovens vizinhas do pequeno lugar de Cabecinha de Rei, junto à cidade santacombadense, serão sepultados em talhões contíguos.
“Queremos acabar com isto o mais rapidamente possível”, desabafou ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS um familiar das vítimas.
Mesmo sem possíveis testemunhas dos bárbaros crimes, a Polícia Judiciária está a tentar concluir o mais rapidamente possível a investigação. Depois de enviado para o Ministério Público, o titular do processo terá seis meses para terminar o despacho de pronúncia, um prazo que devido à complexidade do caso, pode ser alargado para um ano.
Certo é que o alegado homicida deverá permanecer em prisão preventiva até ao julgamento, mas em breve poderá ser transferido da PJ de Coimbra para o Presidio Militar de Tomar, devido à sua condição de ex-GNR.
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