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Rui Carvalheiro, duramente derrotado, denuncia “peripécias” e diz estar a ponderar uma eventual impugnação dos resultados.
A lista de António Paredes contabilizou 307 votos, contra apenas 83 de Paulo Pedrosa e 57 de Rui Carvalheiro, nas eleições para a comissão política concelhia do PS, que se pautaram por grande afluência às urnas.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o novo líder do partido admitiu “não esperar um resultado tão significativo”, mas fazendo a leitura dos resultados, entende que “mostram que os militantes desejavam uma mudança, um partido mais credível, mais aberto à sociedade e que se assuma como uma verdadeira alternativa ao poder local”.
Em termos internos, a primeira medida será, “em conjunto com os outros candidatos, unificar para reforçar o PS”. A nível externo, promete dar uma “imagem de credibilidade e articulação com os eleitos pelo PS nos órgãos autárquicos,” através de uma “política de intervenção e construtiva, apresentado soluções e alternativas para os problemas da Figueira”.
Talvez impugnar
Rui Carvalheiro diz estar ainda, por seu turno, a analisar este acto eleitoral, porque, em seu entender, não foi isento de “peripécias”.
“Estou a ponderar que atitude tomar perante aquilo que aconteceu”, afirmou, adiantando que irá, “no seio da candidatura, ponderar uma possível impugnação do acto eleitoral”, já que, frisou, “fiquei com profundas certezas de que muitos militantes não votaram em consciência”. (ver textos ao lado)
Quando questionado se estaria disposto a trabalhar ao lado da lista vencedora, Carvalheiro foi claro: “Só depois de concluir que o acto eleitoral foi um acto digno desse nome”.
Paulo Pedrosa foi o “segundo classificado” e confessou que “não estava à espera que António Paredes tivesse tantos votos”. Sobre o futuro, garantiu “toda a disponibilidade para ajudar o novo presidente e o secretariado a concretizar os objectivos do Partido Socialista para os próximos anos”.
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