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A escola D.ª Maria é, segundo um “ranking” nacional elaborado pelo “Expresso”, a melhor escola pública do país. À sua frente apenas se situam quatro instituições do ensino privado.
A Escola Secundária Infanta D.ª Maria pode orgulhar–se de ter sido frequentada pela primeira aluna a ser colocada, este ano, no Ensino Superior. E com uma média final de 19,9 valores. A este “louro” junta–se agora o facto de ser considerada a melhor escola pública nacional do ano. O estudo (a publicar pelo “Expresso” no próximo sábado) foi elaborado com base nas notas nacionais do 12.º ano e outros parâmetros relacionados, designadamente, com as médias internas e por disciplina.
Desde 2002 que a Escola Secundária Infanta D.ª Maria tem ficado entre as primeiras classificadas no “ranking” nacional. Por isso, o resultado não surpreendeu os membros da comunidade educativa. A qualidade radica sobretudo nas “expectativas altas” dos alunos e na estabilidade do corpo docente, segundo Ana Luísa Baptista, presidente do conselho executivo da escola.
De acordo com a responsável, há um conjunto de factores que fazem com que aquele estabelecimento de ensino esteja no bom caminho. “Primeiro os alunos, que trazem bem delineados os objectivos e as metas que pretendem atingir. Sabem exactamente aquilo que querem. São interessados, ambiciosos e exigentes.”. Além disso, adiantou, os horários são sempre feitos a pensar nos estudantes: “No 12.º ano é norma haver aulas de manhã, com uma ou duas tarde ocupadas, o que permite aos alunos ter algum tempo disponível para estudar”.
Depois, a grande parte dos discentes são provenientes de um meio sócio–cultural “bastante elevado”, o que não deixa de ser um contributo para uma boa aquisição de conhecimentos.
A estabilização do corpo docente é outro factor importante, sobretudo no 12.º ano, em que a maioria dos professores são “da casa”.
“A mobilidade de docentes obriga sempre a uma adaptação e, por isso, não se chega a um projecto de educação dos alunos”, justificou.
Os caminhos para o sucesso são vários, mas há também que ter em conta “um projecto educativo sólido e alicerçado em bons laboratórios, uma boa biblioteca e um bom centro de recursos”.
Para os estudantes, o grau de exigência dos professores e o “bom ambiente” são cruciais para que a escola continue a atingir o topo das classificações. Facto a que não é alheia a competitividade entre os próprios alunos.
Pela terceira vez a granjear uma das melhores classificações em “rankings”, a escola não quer “perder de vista o que é fundamental”. Ser uma escola de valores.
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