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A secção de basebol do Vigor deu esta semana a “tacada de saída”. Um projecto que pretende incluir a modalidade no cartaz desportivo nacional.
Ao final da tarde da última sexta–feira, a equipa juvenil (sub-15) da secção de basebol do Vigor da Mocidade, entrou no pelado dos “Sardões” para, finalmente, efectuar o seu treino de estreia oficial. Sob a orientação técnica da dupla Filipe Jorge e Sérgio Medeiros (impulsionador do basebol na cidade e fundador da secção na Académica), cinco jovens começaram a praticar (e ainda a aprender) uma das modalidades que, sem romper com as tradições, ainda não conseguiu conquistar o “coração” dos europeus. É exactamente aqui, neste ponto de indiferença, que se situa um projecto confiante e ambicioso, pronto para disputar a visibilidade, até ao momento, exclusiva de outros. Depois de Coimbra - através da Académica -, já ter conhecido a glória nos patamares competitivos mais elevados do país, o trabalho nas camadas jovens - praticamente inexistente em território luso -, serve, essencialmente, com o intuito de implementar e popularizar a modalidade na região e, quem sabe, pelo resto do país.
Filipe Jorge, o mentor da secção, reconhece que “o basebol é um desporto pouco conhecido”, no entanto, revela–se esperançado que, “com uma boa formação e com calma, mais e melhores atletas vão surgir e, dentro de alguns anos, quem gosta de desporto vai passar a ver o jogo com outros olhos”.
Os irrequietos Pedro Rodrigues, Hugo Cortez, Gonçalo Simões, Anthony Leal e Rafael Ferreira deram a “tacada de saída” e já garantiram um lugar especial em mais um capítulo honroso da história do Vigor da Mocidade.
Arranque difícil
Apesar da motivação revelada pelos responsáveis, o início deste projecto tem embatido numa série de barreiras. Além das dificuldades em arranjar meios humanos para formar um plantel, Filipe Jorge confessa que “também um patrocinador tem sido difícil de arranjar, o que nos faz correr apenas por “amor à camisola””. Aliás, o treinador e professor de educação física realça que todo o material - luvas, tacos e bolas -, estão disponíveis para os atletas graças a um investimento pessoal da sua responsabilidade.
Agora, é tempo de procurar preencher os espaços que faltam. Para isso, serão habituais as visitas às escolas da região e a divulgação de cartazes alusivos à secção. Como objectivo imediato, está a criação de uma equipa - são necessários nove elementos -, para um jogo de apresentação, já marcado para finais de Junho, frente à equipa Ferrer Correia, do Senhor da Serra (local onde o professor Filipe Jorge lecciona e é um dos grandes impulsionadores do basebol). Este encontro está marcado para o Campo dos Sardões, em Fala, numa tarde onde ainda se espera assistir a um jogo de apresentação entre duas equipas femininas.
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