01 | SET | 09
TERÇA-FEIRA

















   

Gonçalo Silva

Beisebol – Polémica com a filiação de clube
“Burocracias” adiam modalidade na Adémia
 
O Adémia diz que a federação está a colocar um entrave ao desenvolvimento da modalidade. A responsável federativa explica que está a cumprir a lei imposta pela assembleia-geral.

A 30 de Maio de 2009, o Adémia criou uma secção de beisebol onde, actualmente, perto de 30 jovens atletas aprendem a modalidade. Daí para cá, os responsáveis da colectividade afirmam ter feito de tudo para filiar a referida secção na Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) e, assim, activar os seguros desportivos dos seus atletas, mas sem o conseguirem.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Filipe Jorge, responsável da secção de beisebol do Adémia, afirma que, numa primeira reunião na presença de responsáveis federativos, em que o clube marcou presença no início de época embora de forma informal, foi garantido ao Adémia “que o processo estaria resolvido e que o clube, em breve, iria receber os respectivos estatutos”. Contudo, garantem os responsáveis do emblema de Coimbra, após o envio da documentação que permitia a filiação do clube, os contactos com a federação foram “mínimos”. “Apenas recebemos um email, a dizer que faltava documentação. Daí para cá, temos enviado para a federação sucessivos emails, realizado telefonemas e não temos qualquer resposta. Os emails não são respondidos e os telefones estão desligados”, refere Filipe Jorge. “Enquanto isso, os atletas não podem praticar a modalidade e apenas têm aulas teóricas, porque poderia existir qualquer problema no treino sem que houvesse seguro”, refere o responsável.
Esta situação levou a secção da Adémia a expôr o problema junto do Instituto de Desporto de Portugal, porque, para os responsáveis conimbricenses, esta “é a única maneira de tentarmos resolver a questão, já que não temos contacto com a federação que gere a modalidade”.
Segundo Filipe Jorge, “as crianças estão desmotivadas e é uma situação que dá uma má imagem deste desporto”, referiu, adiantando que “a federação está a colocar entraves ao desenvolvimento da modalidade”, concluiu.
Já da parte da FPBS, a visão da questão é diferente. Sandra Monteiro, presidente da instituição, confirmou o interesse por parte do clube em fazer parte da federação, mas “há que cumprir os estatutos”. “O Adémia mostrou interesse em filiar-se, mas não foram apresentados todos os documentos necessários. Para além disso, o clube terá de ser admitido em assembleia-geral da federação e aprovado pelos clubes que a compõem”, explicou Sandra Monteiro.
Quanto às divergências de comunicação, a responsável máxima federativa adianta que “a federação não tem conhecimento de ofícios concretos” que lhe tenham sido enviados e, como presidente, “não posso fechar os olhos às exigências da federação”.
“Se o Adémia quer iniciar as actividades no beisebol com bons princípios, deveria começar a preocupar-se com a formação dos seus treinadores”, diz Sandra Monteiro.
“Cabe-me responder aos clubes filiados. Sou sensível aos problemas, mas não posso faltar à lei da assembleia-geral”, rematou a líder federativa.
Todavia, Sandra Monteiro mostrou interesse em resolver esta situação, adiantando que, numa próxima assembleia-geral, o problema deverá fazer parte da ordem de trabalhos.


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Artigo de Opinião


José Basílio Simões
Docente da U.C.

Coimbra Living Lab

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