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Proposta integra as avenidas Fernão de Magalhães e Fernando Namora. PS concorda e pede posição política. Maioria alerta para prazos e verbas.
A Metro Mondego, S.A. apresentou à Câmara de Coimbra um estudo que propõe a introdução de algumas alterações no traçado urbano do Ramal da Lousã do eléctrico rápido de superfície (ERS). Entre as propostas mais significativas encontram-se o desvio para a Avenida Fernão de Magalhães de parte do trajecto da beira-rio e a criação de um novo traçado na Solum e na Avenida Fernando Namora, abandonando assim, junto a S. José/Casa Branca, o actual traçado do ramal ferroviário.
Considerando que o traçado do ERS tem sido sempre condicionado pelo Ramal Ferroviário da Lousã, o estudo da Metro Mondego começa por afirmar que nunca foram “seriamente consideradas alternativas de traçado que permitissem aproximar ao máximo o sistema de metro ligeiro dos locais onde os maiores níveis de procura potencial se localizam”.
“Um dos locais onde esta situação se verifica corresponde à zona da Solum, na qual o traçado actualmente assumido pela Metro passa na fronteira de uma das zonas mais densamente ocupadas”, lê-se no estudo. Para além desta, continua o documento, há também a situação da Baixa da cidade, “no troço compreendido entre a Auto Industrial e a Casa do Sal, onde o actual canal ferroviário, ao passar junto ao rio, fica excêntrico relativamente aos espaços urbanos mais importantes do ponto de vista de geração de procura de viagens”.
Apesar de as propostas reunirem consenso, o estudo acabou por não ser votado ontem, apesar de os serviços camarários concordarem com ele. Por “prudência”, o executivo municipal - com o voto contra do socialista Luís Vilar, a abstenção de Horácio Pina Prata e a ausência do vereador do PS Victor Baptista (ver caixa) - decidiu adiar uma eventual aprovação para a manhã do próximo dia 13, altura para quando ficou agendada uma reunião extraordinária na qual vai participar o conselho de administração da Metro Mondego.
O vereador da CDU, Jorge Gouveia Monteiro, e Victor Baptista disseram-se agradados com a proposta, que poderá resultar na captação de um maior número de utilizadores. Também Luís Vilar concordou e pediu mesmo à maioria PSD/PP/PPM uma posição política de aprovação do estudo. Mas o presidente da câmara, Carlos Encarnação, optou por adiar a votação.
“Cada vez tenho mais receio de que este projecto fique executável lá para o ano de 2050”, disse, em jeito de aviso. A realização de novos estudos de impacte ambiental, exemplificou, pode atrasar o processo. Para além do custo das alterações, ainda não quantificado, e da requalificação urbana, cuja responsabilidade o autarca teme que seja assacada para a Câmara de Coimbra.
Para Encarnação, uma solução poderia passar pela complementaridade dos traçados, ou seja, pela manutenção do actual e, se possível, pela execução do agora proposto.
Baptista não votou proposta de Vilar
Uma proposta do vereador socialista Luís Vilar sobre o projecto do Metro Mondego (MM) motivou ontem a “divisão” de posições socialistas na Câmara de Coimbra, acabando por ser “chumbada”. O vereador Vítor Baptista, presidente da Federação Distrital do PS, ainda tentou demover o correligionário de avançar com a proposta para votação, mas Vilar, líder concelhio do partido, recusou. No momento em que submeteu a proposta a votação Baptista abandonou a sessão. Luís Vilar pretendia que o executivo desse o seu “acordo de princípio” ao estudo técnico apresentado pelo conselho de administração da MM para reformulação do traçado urbano do ramal ferroviário da Lousã.
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