14 | OUT | 05
SEXTA-FEIRA

















   

Ana Luísa Barroso

ASSEMBLEIA MAGNA - Porta férrea fechada no dia da abertura solene das aulas
Para além do encerramento da porta férrea a 19 de Outubro, os cerca de 300 estudantes que participaram na Assembleia Magna decidiram manifestar–se em Lisboa a 9 de Novembro.
Os estudantes da Universidade de Coimbra (UC) decidiram, ontem de madrugada, em assembleia magna, encerrar a porta férrea no dia da abertura solene das aulas, que se assinala a 19 de Outubro, um dia antes do início da Festa da Lata e Imposição de Insígnias.
A proposta foi feita, logo no início daquela reunião, por um estudante da Faculdade de Economia, Nelson Fraga, e foi a acção de protesto mais polémica e radical aprovada pelos cerca de 300 estudantes que se juntaram na “cantina dos grelhados”.
“Desejava uma politização séria da ‘Latada’ para combater os gravíssimos cortes de três por cento feitos a todas as universidades e o montante retirado aos Serviços Acção Social da Universidade de Coimbra”, afirmou Nelson Fraga, propondo o encerramento da porta férrea no dia da abertura solene das aulas e a exibição de um vídeo sobre o que disse ser a “violência policial” de que os estudantes foram alvo há um ano, no Pólo II, aquando da aprovação do valor das propinas, que actualmente ultrapassa os 900 euros.
Uma proposta que não foi bem acolhida pela Direcção–geral da Associação Académica de Coimbra (DG–AAC). “Na abertura solene, a Associação Académica deve assumir as suas posições com faixas, lonas e conferências de imprensa”, diria o presidente da DG–AAC, Fernando Gonçalves, antes da aprovação da proposta pelos estudantes que, ainda assim, rejeitaram uma outra proposta de Nelson Fraga, que pretendia que a serenata da Festa das Latas, marcada para a madrugada de 20 de Outubro na Sé Nova, decorresse no Pólo II.
Outra das acções de protesto aprovadas na assembleia magna, que durou perto de quatro horas, foi a realização de uma manifestação conjunta em Lisboa a 9 de Novembro. Apresentada pela DG–AAC, a proposta inclui também a realização, amanhã, de um Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA); a promoção de uma campanha nacional de informação e mobilização; a concretização de uma semana aberta da AAC de 31 de Outubro a 8 de Novembro, com reuniões gerais de alunos em todas os departamentos e faculdades; e uma nova assembleia magna a 10 de Novembro, um dia depois da manifestação.
A DG viu ainda aprovada a proposta de utilização de todas as iniciativas da AAC para mobilizar os estudantes. Ou seja, a politização de todas as actividades da Festa das Latas. Uma decisão que não foi, contudo, consensual, tendo mesmo alguns estudantes proposto especificamente a não politização do cortejo e das noites que integram o cartaz musical da Latada.

Época especial
e prescrições
A discussão, que dividiu a assembleia em duas partes - uma apoiou a redução drástica e imediata do valor das propinas e outra continuou a exigir o ensino gratuito -, acabou por atirar para segundo plano a questão das prescrições e do fim da época especial de exames destinada aos trabalhadores estudantes. A propósito, foram apenas aprovados votos de repúdio, tendo chegado a ser proposto o cancelamento de todas as festas académicas até que tais decisões fossem revogadas. A proposta acabaria por ser chumabada, tal como a de realização de uma greve nacional ou local para reivindicar a redução drástica do valor das propinas.
A assembleia magna aprovou também um voto de solidariedade para com os estudantes das licenciaturas com ramo de formação vocacional e que viram os estágios deixarem de ser remunerados.



Imprimir
Comentar
Topo
Voltar

  
Login
E-mail:
Password:
Última hora
Concorda com a criação de um curso de Medicina de quatro anos em Aveiro?
Sim
Não
     
Artigo de Opinião


José Basílio Simões
Docente da U.C.

Coimbra Living Lab

PUB