09 | FEV | 04
SEGUNDA-FEIRA

















   

Paulo Cardantas

Estação de Coimbra-B “retocada” para o Euro’2004
 Câmara analisa hoje construção de parque de estacionamento
Com o Euro’2004 à porta, a Refer vai avançar com a construção de um parque de estacionamento provisório nos terrenos até agora ocupados pelo clã Monteiro. Simultaneamente, iniciará uma verdadeira operação de cosmética na estação de Coimbra-B.
Com a desocupação iminente dos terrenos junto ao túnel da Estação Velha (pela transferência da família Monteiro para o novo parque nómada), a Refer vai iniciar a construção de um parque de estacionamento provisório naquele local, com capacidade para 300 lugares e que, em simultâneo, acolherá um interface de transportes públicos municipais e regionais. Hoje, na reunião do executivo, será analisado o projecto.
“Tanto quanto possível, este novo interface estará próximo do definitivo”, explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS o vereador João Rebelo, que tem assumido o papel de interlocutor nas negociações entre a autarquia e a Refer. Mais lá por diante, o espaço ocupado por este novo equipamento receberá, também provisoriamente, a estação ferroviária.
Mas porque o Euro’2004 está à porta e os atrasos na construção da nova estação de Coimbra-B são evidentes, a Refer irá proceder a uma verdadeira operação de cosmética na actual, trabalho esse que inclui a pintura de instalações e colocação de novos bancos.

INTERFACE JÁ...

A construção da nova estação ferroviária já vem de 2001, e inclui o projecto “Estações Com Vida” apresentado em Coimbra, por António Guterres, em Julho de 2001. Na altura, a Câmara e a Refer assinaram um protocolo que previa ainda diversas intervenções à beira-rio e a transformação de Coimbra-A num fórum cívico e cultural, adjacente ao pretendido futuro Teatro Municipal.
Todavia, com as mudanças no poder local e central, e até na Refer, o projecto foi reformulado, sendo a grande alteração o abandono da ideia de fazer, em Coimbra-A, um teatro.
O interface rodo-ferroviário mantém-se, porém, como uma prioridade, sendo fundamental para todo o sistema de transportes da cidade. Ali irá confluir todo o tráfego regional e nacional – ferroviário e rodoviário – e dali vai partir o grosso do tráfego urbano, em transportes públicos – autocarros e Ecovia dos SMTUC, táxis e, sobretudo, o metropolitano. Mas haverá ainda que salvaguardar outras pequenas estruturas de interface, em Ceira e entre Coimbra e Condeixa, para o tráfego proveniente de sul e nascente.

... AUDITÓRIO
DEPOIS

O resto da intervenção, no âmbito do “Estações Com Vida”, continua a prever a zona de bares, a seguir à antiga fábrica da Triunfo. Aqui, não obstante a abertura de uma nova rua, nas traseiras e paralela à Fernão de Magalhães, e a reformulação dos arruamentos existentes (ruas do Arnado, dos Oleiros e marginal do rio), o objectivo é reduzir as densidades de tráfego, num esforço conjugado que deverá abranger toda a zona entre a Casa do Sal e a Portagem.
No que respeita à actual estação de Coimbra-A, já se sabe que o teatro dá lugar ao alargamento da área da nova praça, coberta e prolongada até ao edifício da Cooperativa Agrícola. Ao lado, articulado com a linha do metropolitano, nascerá um pequeno auditório ao ar livre com ligação ao rio.




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Artigo de Opinião


José Basílio Simões
Docente da U.C.

Coimbra Living Lab

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