Opinião: Ó Costa, obrigadinha!

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António, obrigada pela tua resposta (não se amofinem, senhores. Estou só grata pela coincidência e, portanto, particularmente bem-humorada): “Não, o PS não é a Carochinha!”

Ai não, António!? Tinham-me afiançado que te encontravas em estado casadoiro à procura de pretendente sério.
Olha que me custa a acreditar… Vais mesmo desdenhar do teu amigo Rui, rapaz sisudo, com ar respeitador. Não te convém?

Já sei! Tu, político sagaz e homem experiente, estás só a fazer-te difícil para fazer crescer o dote? Tiro-te o chapéu! Que homem engenhoso: a geringonça está enferrujada e tu, pimba, novo engenho!? Olha que é bem pensado, sim senhor!

O Rui, com medo de ficar para tio (e como poderia ele, se no Colégio Alemão não lhe ensinaram lavores e nem a arte da culinária!?), tocará a reunir moçoilos e moçoilas, fará um peditório e todos contribuirão alegremente para uma causa maior (é sabido que uma concessão de algumas cadeiritas compensará largamente o investimento inicial).

E, entretanto, António, já prometidos, juntos, poderão até livrar-se dos mais gulosos, rosas e laranjas, que não resistirão ao cheirinho do poder e se pendurarão no caldeirão antes do tempo, para garantirem a sua tigela. Sempre davam um banhito de ética às equipas, o que te parece!?

Resta-me uma dúvida, porém: conhecida a estima que os colegas do Ruizinho lhe devotam, seria ele o diabo anunciado?
Queres lá ver, António, que o Ruizinho, por detrás daquele ar cândido (de cabelinho alisado e barba irrepreensível), alberga um Belzebu?

Fica alerta! É que Belzebu por Belzebu, a Catarina sempre é mais miúda…

Olha, António, volto a agradecer-te a resposta. Quanta consideração! Mas confesso que me deixaste baralhada. Já não sei como chamar-te… bem, para já e até mais ver, vou manter o ‘Carochinha’. É fofinho (para animal rastejante, bem se vê) e lembra-me a infância.

Tu, desculpa-me, mas dou sempre preferência a qualquer expressão que me recorde a inocência infantil (sabes que acreditava em políticos nobres e sérios, por exemplo? Daqueles que governavam MESMO em exclusividade, estás a ver? E não, não estou a meter-me outra vez com o teu amigo Pedro, ministro e advogado e gerente de empresa imobiliária. Isso foi obviamente um lapso! Só almas pouco caridosas não o perdoaram ainda. Jornalistas!

O Ruizinho lá terá as suas razões para não lhes facilitar a vida… Que rica equipa; juntos ainda domesticam de vez essa espécie. Isso é que era! Diabólico e eficaz, lá está! Acabavam-se os parentescos do governo, as moradas falsas dos deputados, as viagens pagas ‘à bola’, os lapsos nos currículos, as petições de ministros contra Ministérios.

E até o roubo das armas em Tancos ou a falta de planeamento e organização nos incêndios. Aliás, calo-me já porque já ninguém se lembra disto e as férias estão a chegar. Não quero estragar-te os banhos. Pois… bem sei que os fogos nunca te estragaram as férias, mas algumas pessoas, chatas, podem voltar ao tema.) Desculpa-me! Lembrei-me da infância e entusiasmei-me, a escrever pelos cotovelos, sem reparar em quem nos lê. Mas só tu me respondes, sossega!

Olha, inspira-te, mas é, no Cristiano. O melhor do mundo é nosso e vale muito dinheiro! Que tal forrar o País com outdoors de todos os golos o melhor do mundo? Bestial, não!? E, já agora, liga ao Medina e oferece-lhe 150 lugares ali no Palácio de São Bento, ou no Marquês de Pombal, como ele preferir. Sempre gostava de ver os ‘Je suis Madonna e presque Ronaldo’ a treinar o tal pontapé de bicicleta que lhe garantiu o contrato do século.

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