Opinião – Consolidar

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Com significados diferentes de acordo com as áreas de estudo (e.g. na Geologia é a redução gradual e evolutiva da porosidade de um campo ou solo, na Medicina o aparecimento ou desenvolvimento de calo em ossos fraturados ou a junção dos lábios que constituem um ferimento, no Direito sobretudo a integração, num único documento, das várias alterações e retificações de que um diploma foi alvo), a ação ou o resultado de consolidar tem sido sobretudo aplicado na esfera orçamental ou das contas públicas, numa perspetiva de que estas se tornem mais sólidas, estabilizadas, consistentes, e, portanto, sustentáveis.

Ora, não deixa de ser curioso que, embora aos níveis nacional e local (Figueira) o partido atualmente no Poder seja o mesmo (pesem embora razões de contexto e de legitimidade eleitoral significativamente diferentes), o discurso tem sido muito diverso: enquanto aqui se privilegiou (bem) o cumprimento do Plano de Saneamento Financeiro, fortemente ajudado pela Lei n.º 8/2012, de 21 de Fevereiro (Lei dos Compromissos…) e pelo “brutal aumento de impostos” de Vítor Gaspar – não revogado, antes ainda aumentado -, pelo País foram-nos tentando convencer que a austeridade tinha acabado, logo era chegada a hora de repor conquistas (“de abril”, dizem alguns).

Mas a vida tem destas coisas, e nos últimos tempos temos assistido a uma dupla inversão na suprema lógica de exercício do poder à maneira socialista: Centeno a cativar, a Figueira a gastar. Com sol? É dar!…

 

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