Opinião: Modos e modas

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Um bom sistema de transportes públicos é uma característica dos territórios sustentáveis, a qualquer escala (urbana, municipal, regional, nacional).

Nos territórios mais extensos ou complexos (grandes cidades) tal pode implicar a existência de vários modos de transporte público a funcionar de forma articulada: autocarro, comboio, metro, elétrico, taxi, ou mesmo barco ou avião. Isto exige uma abordagem estratégica e visão de conjunto. E que as decisões são tomadas com base em dados objetivos sobre as necessidades dos que podem ser servidos pelo sistema.

Nos territórios mais simples, como é o caso do município da Figueira da Foz, seria supostamente fácil ter essa visão de conjunto e assegurar que os poucos modos que são necessários, nomeadamente os autocarros, têm a qualidade mínima para servir bem os cidadãos: regularidade, conforto (nos veículos e nas paragens), baixo custo, circuitos relevantes, horários adaptados, informação disponível sobre os mesmos, etc.

Há anos que diversas forças políticas locais têm chamado a atenção do executivo municipal para a necessidade de olhar para este assunto de forma séria, não deixando que os figueirenses fiquem reféns dos interesses dos concessionários. Recentemente o executivo anunciou o lançamento da iniciativa Figbus (Serviço de transporte a pedido). Cá estaremos em Dezembro para fazer a avaliação da experiência. Mas, mais uma vez, se opta por uma medida desgarrada em vez de uma abordagem estratégica baseada nas necessidades de todos.

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