Opinião: A morte chateia-me

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Ultimamente, tenho andado a escrever muitos textos sobre a morte, não a morte como cessação, em termos globais da vida, mas recordando dolorosas partidas. Sei de coisas perto da morte. Não é para me “gabar “que de mórbido tenho pouco: acumulo, no sangue, na carne, nas dores e nas insónias conhecimentos vários sobre a “matéria”.

No início dos anos 90, caí de dezenas de metros de altura, caí na praia em Patong, na Tailândia. O parabooat que manobrava fechou-se e atirou-me para o chão. A corda enrolou-se no meu pescoço, fiquei sem poder respirar. Caí de uma trinta metros. Parti muitos ossos, fiz paragem cardíaca. Vi o referido túnel de luz. Nasci de novo. Muito se mudou no meu modo de encarar a vida.

Há uns quaro anos, após ser operado a uma situação melindrosa, também andei a ver se me ia ou ficava. Na meditação e no raciocínio, tenho procurado encontrar respostas para a vida. Sei, apenas, que sou um defensor dela, do seu gosto, de querer a liberdade para a defender, não a limitar. Nunca poderia, como os fascistas espanhóis, gritar ”viva la muerte!”.Que viver é bom, mesmo que doa.

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