Futuro dos estaleiros navais da Figueira da Foz decide-se em contrarrelógio

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Foto: Pedro Agostinho Cruz

 

 

Os cerca de 50 trabalhadores do quadro dos estaleiros navais da Figueira da Foz, da portuguesa Atlantic Eagle, reúnem-se amanhã em plenário, tendo na agenda o seu futuro. Alguns deles, segundo adiantou o sindicalista José Paixão, têm quatro meses de salários em atraso. E todos eles, à exceção de “dois ou três”, suspenderam o contrato de trabalho, por justa causa. Por outro lado, o prazo para o pedido de insolvência da empresa termina no fim deste mês.

 

O arresto do ferry que os estaleiros navais da Figueira da Foz estavam a construir para o Governo de Timor-Leste, por 13,5 milhões de euros, como o DIÁRIO AS BEIRAS adiantou, foi a gota de água que fez transbordar aquela unidade de construção naval, que desde o início da atividade da Atlantic Eagle navegava num mar de dificuldades financeiras.

Entretanto, o trabalho naqueles estaleiros navais tem-se limitado a reparações, onde laboram os tais “dois ou três” trabalhadores, que estão a ser pagos diretamente pelo armador.

Sob pressão do tempo, dos sindicatos e do Governo timorense, o ministro de Economia, Manuel Caldeira Cabral, recebeu, ontem, de manhã, Arménio Carlos (secretário geral da CGTP), António Moreira (União de Sindicatos de Coimbra) e José Paixão (do sindicato SITE-CN). A reunião fora pedida na sexta-feira, à tarde.

 

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