Muitas emoções na despedida de Luís Borges

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De mãos cruzadas no peito e bastante emocionado. Foi, desta forma, que o neuropediatra Luís Borges agradeceu a homenagem ontem feita pela Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), precisamente no dia em que deixou “oficialmente” de efetuar qualquer tipo de ato clínico na instituição.
Uma ligação de 43 anos que permitiu acompanhar centenas de utentes com paralisia cerebral, e respetivos familiares, e que levou a que fizesse “escola” nesta área do saber. Sinal disso mesmo foi a aula aberta que ontem deu no auditório do Conservatório de Música de Coimbra e que mereceu uma forte ovação por parte de todos dos presentes na cerimónia. Mas o momento mais emotivo acabou por ser a entrega de um quadro com imagens dos primeiros utentes da instituição em 1975 e que, como afirmou Teresa Vendeiro, sempre foram considerados “os seus meninos”. “Queremos agradecer-lhe pelos que cá estão e pelos que já partiram”, disse esta utente e campeã paralímpica em boccia. O quadro com as fotos dos primeiros utentes foi entregue por Manuel António, um dos utentes de 1975 e que é, atualmente, funcionário da câmara de Cantanhede.
“Senti um prazer enorme no que fiz”, referiu o médico que, logo de seguida, emocionou-se e não conseguiu proferir mais nenhuma palavra, tendo o auditório respondido de pé com um forte aplauso.

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One Comment

  1. O Soldado Milhões.

    Duas asserções. Uma falaciosa e outra verdadeira:

    1- Antes de serdes homens e mulheres, sois portugueses.
    2- Aqui tendes o meu coração e a chave para o abrir, não tenho mais que vos dar, nem vós mais que me pedir.*

    Este comentário está no sítio certo. Não é para estar em dois sítios possíveis deste jornal que dá pelo nome Diário As Beiras.

    *Esta asserção nada tem a ver com o que consta do Romanceiro da Ilha de São Jorge, coligido e editado por Manuel da Costa Fontes, com prefácio de Samuel G. Armistead e Joseph H. Silverman, e com transcrições musicais de Halim El-Dabh, publicado por ordem da Universidade, em 1983, na Acta Universitatis Conimbrigensis. E não foi por associação. Foi por esforço cognitivo do tipo sistemático. 🙂

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