Festival AR despede-se em Tábua com o Teatrão a apresentar “Sophia”

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Depois de quase quatro meses de programação, com a apresentação de cinco espetáculos em sete municípios da região de Coimbra, o Festival de Artes Performativas para Crianças e Jovens na Região de Coimbra (AR) chega ao fim. A despedida desta primeira edição do festival acontece hoje, a partir das 16H00, com os atores e atrizes do Teatrão a levarem o espetáculo “Sophia” ao palco do Centro Cultural de Tábua. A entrada é livre.
Criado a partir de textos para a infância de Sophia de Mello Breyner Andresen, “Sophia” é, de acordo com os responsáveis pela produção do espetáculo, “uma viagem pelos lugares mágicos da obra da autora, numa materialização em cena com uma particular relação com a cenografia, a ilustração e a luz”. Paralelamente à apresentação do espetáculo, adianta ainda uma nota do Teatrão, Rui Veloso e Leonor Riscado (professores da Escola Superior de Educação) irão desenvolver uma ação de formação destinada a professores e educadores de infância e dedicada à obra da autora.
Com direção de Isabel Craveiro, “Sophia” acontece em palco com as interpretações de Joana Isabella, João Santos, Margarida Sousa e Telmo Ferreira. O desenho de luz é de Jonatham Azevedo, o cenário e figurinos de Filipa Malva, a ilustração de Ana Biscaia, o grafismo de Paul Hardman, a direção de produção de Cátia Oliveira e a produção executiva de Carlos Pinto. Carlos Gomes é o responsável pela fotografia.
A decorrer entre janeiro e abril, o Festival AR apresentou – em sete municípios da região de Coimbra, Cantanhede, Condeixa, Coimbra, Figueira da Foz, Mira, Soure e Tábua –, cinco espetáculos pensados para públicos desde o ensino pré-escolar ao secundário, entre os 4 e os 16 anos, mas também para as famílias, conjugando propostas que exploram o universo do livro e dos autores literários, de que são exemplo Miguel Torga ou Sophia de Mello Breyner. Significativo é que todos os espetáculos se adequam a uma apresentação em espaços não-convencionais (sobretudo bibliotecas).
Os espetáculos, criadores e formadores associados foram pensados, referem os seus responsáveis, para “responder às assimetrias do território, existentes a diferentes níveis da área cultural: programação regular de teatro e, principalmente, de dança, equipamentos culturais, mediação, formação e dinâmicas de públicos, com especial ênfase para os públicos infanto juvenis”.
Financiado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes) com um montante de 30 mil euros no âmbito do programa de apoios pontuais para 2017, o Festival de Artes Performativas para Crianças e Jovens na Região de Coimbra (AR) pretende afirmar-se como projeto central na programação do Teatrão e congregar à sua volta todos os municípios que o entendam.

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