Opinião: A importância das freguesias no futuro de Coimbra

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Volvidos alguns anos de ligação à gestão autárquica percebi a desvalorização existente dos verdadeiros eleitos de proximidade, que são os presidentes de Junta, e que a maior parte das pessoas colocadas em alguns cargos de nomeação política não têm competência para desempenhar os cargos. Aprendi a ouvir os problemas e necessidades das pessoas e verifiquei que muitas se inibem de desenvolver projetos no nosso concelho, acabando por ir investir nos concelhos vizinhos, responsabilizando a tremenda burocracia e as taxas urbanísticas exorbitantes.

O movimento “Somos Coimbra” tem todas as condições para contrariar a tendência que a CMC tem de afugentar os investidores, despromovendo assim a economia local, pois é um movimento constituído por pessoas idóneas e com provas vincadas do seu sucesso profissional, conjugando os seus conhecimentos em prol da autarquia, não ofuscando os seu colegas de equipa.

A situação autárquica é pior do que imaginava, sim! De facto, apesar da alternância partidária na liderança da CMC, os presidentes das Juntas de freguesia vão-se contentando com o pouco que o orçamento lhes reserva.

Olhando para anos anteriores, verificamos que as transferências para as Juntas nunca passaram dos 3% do valor do orçamento da CMC. Obviamente, a falta de investimento nas freguesias, sobretudo nas com menos recursos, gera falta de urbanidade e progresso nas mesmas, criando uma diferença abismal entre o concelho de Coimbra e os concelhos vizinhos. Basta fazerem uma visita à nossa freguesia para verem com os próprios olhos as diferenças existentes no asfalto.

O Movimento Independente ‘Somos Coimbra’ propôs, nas reuniões e assembleias da CMC, pela primeira vez, um aumento em 50% das transferências para as freguesias e uma transferência de pelo menos 5% do valor do IMI (cinco vezes mais), correspondendo este último montante a cerca de 75000€ anuais, o que já ajudaria, diminuindo assim a diferença entre o desenvolvimento das freguesias mais periféricas do nosso concelho e os concelhos vizinhos.

Quando os presidentes de Junta tiverem consciência do seu verdadeiro poder de decisão na aprovação, ou não, dos orçamentos, das tabelas de taxas e de tudo o que for proposto, e se votarem no que for melhor para as suas freguesias, deixando de ser reféns dos partidos e do presidente da Câmara, seguramente que em poucos anos teremos um concelho muito melhor.
Se, a juntar a esta atitude, a CMC baixar as taxas urbanísticas em cerca de 90% e acabar com a maior parte da burocracia, promoverá o desenvolvimento do concelho.

É necessário que cada um de nós faça um exame de consciência e nos perguntemos se as ações que fazemos são para benefício partidário ou para benefício do concelho. Importa que os presidentes de Junta sejam o elo de ligação entre a CMC e o seu povo, sempre com o objetivo de ajudar, porque são eles que terão capacidade de sentir diferente para fazer melhor.
Só assim rumaremos para o sucesso, colocando Coimbra no patamar que merece. Vamos mudar Coimbra!

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