Há menos poluição nos rios portugueses e região Centro é dos melhores exemplos

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O investigador Pedro Teiga, especialista em reabilitação de rios, afirma que o estado de poluição dos cursos de água em Portugal diminuiu na última década, mas a qualidade da água continua inferior à desejada.

“Neste momento, como foi verificado em vários estudos do Plano de Gestão de Região Hidrográfica, continuamos a ter bastantes rios com uma qualidade da água inferior à desejada nas normas da Diretiva Quadro da Água”, explicou à Lusa o investigador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), da Universidade do Porto.

No entanto, apesar “ainda não ser o suficiente”, o especialista reconhece que os rios registaram melhorias significativas ao longo da última década, devido sobretudo aos investimentos nas ETAR e às exigências da população, que está mais informada e que quer utilizar os rios como espaços balneares.

“Se há mais de 10 anos encontrávamos rios quase completamente mortos, neste momento esses cenários só acontecem em situações limite, relacionados com descargas pontuais”, notou.

De acordo com Pedro Teiga, as zonas mais problemáticas nesta matéria localizam-se na Grande Lisboa e no Grande Porto.

As zonas menos críticas são aquelas que ainda não sofreram grandes impactos e nas quais as pressões nas margens dos rios e nas utilizações são menores, como é o caso da serra da Estrela, dos sistemas montanhosos da Lousã, do Gerês, do Alvão-Marão.

Embora os casos mais recentes e mediáticos de poluição estejam associados ao rio Tejo, referiu, existem “pontos negros pelo país fora, com problemas recorrentes”, provocados pelas indústrias, pelas estações de tratamento de águas residuais (ETAR), pelas explorações agrícolas e pelos aglomerados habitacionais.

“O meu desejo é que todos os rios em Portugal atinjam um nível de qualidade que garanta que qualquer criança, político ou pessoa que viva na sua envolvente – seja aldeia ou cidade – se possa aproximar, molhar os pés e, se mandar um mergulho e beber um pirulito, possa ter a segurança de que não vai parar ao hospital por estar doente”, afirmou Pedro Teigo.

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