Opinião – A região Centro e a descentralização

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Hoje é uma data feliz por uma diversidade de razões. A família está exponencialmente feliz e nada tem a ver comigo mesmo! Mas isso são “contas de outro rosário”!

Acompanhei com atenção o congresso do PSD. A quem me perguntava por que o fazia, sempre respondi que sempre acompanho todos os congressos pelo respeito que lhes devo. Não haverá nunca democracia sem partidos políticos. Independentemente da forma como cada um pensa, parece-me que somos tentados a identificar alguém qualificado com o qual genericamente poderemos concordar.

Não faz sentido nenhum afastar da nossa militância política – quem a tem – a análise crítica dos que pensam de forma diversa. Aliás, será sempre um erro de palmatória não acompanhar o desenvolvimento do pensamento.

Como tenho vinda a afirmar, é de absoluta necessidade democrática existir um debate intenso sobre a regionalização. Aliás, foi uma pena a forma patética como foram a votos as 7 regiões contra toda a lógica nacional, anulando as 5 regiões que teriam de todos o voto favorável.

Quem defendia ferozmente a regionalização, agora, disserta sobre descentralização e faz as propostas mais absurdas, como se o poder nacional não devesse estar concentrado.

Em tempos idos existiu uma má experiência de descentralização. Não é útil nem recomendável voltar a repetir a asneira. Aliás, precisamos de cometer outros erros… e não os mesmos!

A região Centro, sim, porque o Centro deveria ser uma região, tem uma diversidade invejável. E será sobretudo por isso que a nossa região – sem liderança – é mal tratada e maltratada pelos poderes centrais e, pasme-se, até pelos vários poderes locais.

Não me venham com conversa fiada. A regionalização urge e a reforma do sistema político a ela deverá estar associado.

Há bem pouco tempo, a solicitação de um Amigo de longa data, apresentámos a quem de direito um projecto de âmbito regional e nacional que poderia e deveria estar em Coimbra.

“Azar dos cabrais”. Foi um concelho minhoto que o recebeu de braços abertos!

Como poderemos afirmar a região Centro, se nos continuamos a “baldar” a trazer para a nossa região novas ideias, novos protagonistas, novos modelos de gestão?

A lógica do norte/sul não me convence. A descentralização anima e alimenta clientelas, é um mau serviço que prestamos aos portugueses e, sem dúvida, continuará a dividir o País às fatias o que é sempre mau para democracia.

 

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