Opinião: Um desígnio nacional

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Bem actual é o tema da economia do mar. Recorrentemente ouvimos a alusão a este importantíssimo recurso e à necessidade de o potenciarmos e integrarmos no nosso modelo de desenvolvimento. Realmente num país verdadeiramente “à beira-mar plantado” surpreende como se tem vivido de costa voltadas para ele, no que respeita ao desenvolvimento de actividades suscetíveis de acrescentar valor.

Alterar o modelo económico e o padrão de especialização de uma região e de um País é um intento de longo prazo. A mudança só se operará se passar pelo envolvimento dos centros de saber, das universidades e politécnicos e instituições de ensino, bem como comunicação social e opinião pública interessada, agentes económicos disponíveis e o envolvimento do Estado. Ao nível autárquico, regional e nacional, criando uma cultura e condições propícias ao desenvolvimento duma economia azul.

A ausência de estratégia e a falta de projeto global criativo explica a timidez como surgem algumas das iniciativas ligadas à aquicultura, à biotecnologia, ao turismo marinho, à energia dos mares, à cosmética, etc. A questão não é a cor da economia mas sim a ausência de uma cultura de iniciativa, a incapacidade de inovarmos e nos recriarmos para um recurso totalmente disponível. Reconhecer a importância do mar como grande potencial para a inovação e o crescimento é mesmo um desígnio nacional!

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