Fogo que teve início a 15 de outubro no concelho da Lousã foi acidente com cabo elétrico

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O incêndio de 15 de outubro na Lousã, um dos maiores do ano passado em Portugal, teve origem num “acidente elétrico”, disse hoje, quinta-feira, o investigador Paulo Fernandes, membro da comissão técnica nomeada para analisar os maiores fogos de 2017.

O investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), membro da comissão técnica independente que analisou os fogos de junho passado e que está a analisar os de outubro, explicou que “o incêndio de 15 de outubro é o maior de sempre em Portugal”, acrescentando que “foi causado exatamente por um acidente elétrico, de um cabo de alta tensão, creio, que bateu numa árvore ou de uma árvore que tombou sobre um cabo”, adiantou.

Entretanto, a SIC avançou que está concluído o inquérito ao incêndio de junho em Pedrógão Grande, com o Ministério Público a constituir um total de nove arguidos e a confirmar que uma descarga elétrica esteve na origem do fogo, tal como refere o relatório da comissão técnica independente.

Instado a comentar esta conclusão à investigação, à margem de um encontro em Vila Real, Paulo Fernandes considerou que este “tipo de acidentes elétricos, com ou sem raio, são relativamente frequentes em dias com as condições meteorológicas que se fizeram sentir em Pedrógão Grande”.

Concluiu que “os fogos naturais sempre ocorreram e os fogos por acidente elétrico também, particularmente em dias deste tipo, com ventos. Voltou a acontecer em 15 de outubro, por exemplo”.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Está descartada a hipótese de terrorismo (ou de campanha punitiva aka campanha de pacificação pós eleições autárquicas)… Que bright que são estes investigadores 🙂

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