Aluno que atingiu docente da UC com machada vai ser julgado

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Começa na próxima quinta-feira o julgamento de um indivíduo, irlandês, que agrediu uma docente da Universidade de Coimbra com uma machada em 2014. O arquido, ex-doutorando na área da Física, está acusado de homicídio qualificado na forma tentada.

Os factos remontam a 04 de agosto de 2014, quando o arguido, de 37 anos, entrou, durante a tarde, no Departamento de Física da Universidade de Coimbra e desferiu na docente Filomena Figueiredo vários golpes com uma machada.

As agressões ocorreram após o arguido ter perdido a bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Segundo o processo que a agência Lusa consultou, o antigo investigador, que estava na Universidade de Coimbra (UC) desde o ano letivo 2009/2010, sofria de autismo e chegou a estar internado em Coimbra e na Irlanda, antes de regressar à UC.

No processo, a vítima das agressões exige uma indemnização de 100 mil euros, não apenas ao arguido, mas também à UC, por ter não ter sido “célere na atuação” e “permissiva”.

(ler notícia detalhada na edição em papel deste sábado do Diário As Beiras

10 Comments

  1. Quem já foi forçado a estar no mesmo espaço, exíguo, com uma pessoa completamente descompensada, a sofrer todo o tipo de importunações e de toda a espécie, sabe que bolseiro saudável e razoável sofre tanto à mão de docente/investigador desequilibrado, como de bolseiro descompensado. Lixo e todo o tipo de esterco, estendal de objetos de borracha sobre radiadores noites e dias inteiros, encontrões (agressão física, portanto), intrusão na vida privada e manipulação e desgaste psicológico… Um autêntico manjar de loucura. Imaginem se todos nós pudéssemos fazer queixa…? Estava meio mundo do universo académico preso: docentes, investigadores e uns quantos bolseiros loucos.
    As pessoas alertam as chefias para as situações e múltiplas vezes, mas as chefias não atuam atempadamente. Depois, é natural sucederam situações limite como estas. Escreve quem já sofreu "as passinhas do Algarve".

    • Joana Pimenta says:

      Silentium omni strepitu maius.


    • A pessoa em questão poderia sentir-se já revoltada em virtude de repetidas situações de injustiça prévia, e quem sabe ter-lhe-á sucedido a si cruzar-se com ela no momento e sítio errado. As vítimas muitas vezes transformam-se nos agressores. No bullying académico, sucede frequentemente isto. Talvez tenha sucedido o mesmo a este rapaz. Quer no caso da pessoa que fala, quer no deste rapaz (que deve ser bastante inteligente), talvez o problema seja mais complexo do que aquilo que é reportado. Todo o ambiente de trabalho, incluindo a conduta dos docentes (a tal de Filomena Figueiredo, e outros) deveria ser escrupulosamente investigado. Talvez eles é que mereçam passar uns tempos atrás das grades. O Departamento de Física tem muito má-fama em termos dos docentes e investigadores. Mas há outros.
      Parabéns por ter identificado os problemas psiquiátricos da pessoa que relata (possivelmente causados por mau ambiente de trabalho e questões graves de ordem pessoal) e por ter seguido o seu caminho em paz.
      Não é fácil fazer isso, sobretudo quando tal procedimento prejudica a sua profissão e a sua carreira.

      • Justamente como escreveu.
        Mas como um Grande Amigo, mais velho e muito mais sábio do que eu sempre me disse nos momentos de maior infortúnio nesta caminhada que é a Vida, e para consolo e alento meu: Adiante.
        Tanti auguri!

    • Mais um tramado says:

      Sabe, é que há chefias que confundem gabinetes de laboratório com settings terapêuticos apropriados para tratar certos casos de descompensação física e mental. Descompensações quee todos nós com maior ou menor severidade, lá as teremos no decurso da nossa breve vida de florinhas quickly fading.

  2. Mais uma vez é conveniente alertar para a distinção entre perturbações do neurodesenvolvimento e perturbações da personalidade. Todos sabemos que a nosologia psiquiátrica padece das mesmas dificuldades de qualquer outro produto da categorização ou representação do conhecimento levada a cabo pelos seres humanos. Tendemos a classificar e arrumar o mundo para que se nos torne mais fácil a organização nele. Mas daí também podem decorrer erros e todo o tipo de enviesamentos. Convém manter a distinção referida, até para permitir uma melhor objetividade da avaliação de outros factores concorrentes para situações desta natureza. A qualidade da parentalidade (família nuclear), família alargada, e da envolvente (sociedade, meio laboral, contextos sociais diversos) numa pessoa com autismo concorrem todas para aquilo que essa mesma pessoa expressa na relação com os outros e com a sua envolvente. A agressividade é uma característica comum, mas não é expressa por todos os indivíduos, sobretudo se estivermos a falar em casos de HA (Hiperfunctioning Autism). Até é curioso, neste caso em particular, que a pessoa esteja acusada de homicídio qualificado havendo um diagnóstico de autismo feito por uma instituição ligada à Universidade (CHUC) e ainda por cima com ocorrência de internamento. O indivíduo deverá ser dado como inimputável. Será conveniente avaliar muito bem as circunstâncias que conduziram à situação de passagem ao ato. O meio académico não é isento de todo o tipo de patologias societais. Tanto encontramos pessoas com autismo com diagnósticos de psicose, perturbação relacionada com consumo de substâncias ou outras perturbações do Eixo I como por exemplo a perturbação obssessivo compulsiva, perturbações alimentares, etc. E igualmente é comum a co-morbilidade com patologias do Eixo II, nomeadamente as perturbações da personalidade. Muitas pessoas com estas características são encontradas no contexto académico, precisamente por apresentarem características que as qualificam para esse contexto de trabalho em questão: isolamento, obssessividade, inflexibilidade, rigidez, são atributos geralmente muito bem-vindos nas áreas exatas como a Matemática, Física, etc… A frieza e a falta de empatia pelo sofrimento, nas áreas de investigação médica e biomédica, em particular com animais (embora haja o contra-exemplo, visto que muitas pessoas com autismo sentem uma perfeita abjeção relativamente ao sofrimento infligido a animais). Nas Artes também encontramos excelentes alunos. E na Filosofia, sobretudo nas área mais analíticas. Há que ter cautela na avaliação e treinar melhor os investigadores, técnicos de saúde mental, e outros profissionais, para um melhor entendimento destas patologias cuja expressão, em certas pessoas, constituem verdadeiros benefícios para a humanidade, e noutras, um caminho para a aniquilação do próprio e de outros que lhe são próximos.

  3. Parece que o indivíduo estava desempregado e sem meio de subsistência e a Dra. Filomena Figueiredo lhe terá dito: "Se não tens meios de subsistência o que é que estás aqui a fazer? Este não é o teu país".
    Isto não configura crime de bullying e xenofobia?
    E parece que viu-se confrontado com várias dificuldades para garantir a bolsa de doutoramento, face a um erro de conversão da sua nota. Um erro que não foi dele.
    E ainda tentou ficar com alguém diferente, mas que lhe negaram sempre isso. Um tal de Dr. Rui Curado Silva declarou que "Durante o período de profunda precariedade (…) fiz tudo o que estava ao meu alcance para ajudar o bolseiro", no processo relacionado com o pedido de renúncia de orientação do seu doutoramento pelo docente. Mas daí não surtiu qualquer mudança.
    E depois parece que se terá alojado nos servidores do laboratório onde reportou irregularidades (científicas?) dos colegas investigadores nacionais e internacionais que estes prontamente declararam serem "conteúdos falsos e caluniosos", tendo igualmente sucedido que "desligou de forma danosa os servidores da rede GIAN [Grupo de Instrumentação Atómica e Nuclear]". Depois, em 2014, já com a vida desgraçada, tiraram-lhe a bolsa e ficou sem meios de subsistência. Para cúmulo, o indíviduo dirigiu-se aos serviços académicos por causa do seu doutoramento, onde lhe foi dada a indicação que tinha mais de 5 mil euros de propinas em dívida e que havia uma renúncia à orientação do seu doutoramento.
    Com isto tudo, não admira que o homem tivesse pegado na machada.
    Mas assim lixou-se e ficaram os sacanas a rir-se. Como sempre. Coitado. Também, o que se esperaria de um país onde nenhum refugiado quis permanecer?

  4. https://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fbit.l
    Amigos
    A violência domestica tem lavado vidas preciosas pelos seus familiares a cada dia tragédias como estas estão presente na vida das pessoas.
    Trate da sua vida.
    Aprenda a determinar.
    Pela determinação você muda o rumo da sua vida mesmo.

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  5. If locals suffers, what more for foreign students who had come to contribute thousands just for education- to only be mistreated by political and bureaucracy flaws of a 'so-called' established constitution or system.
    Such incident de prova amplos e claros, referidos de forma sistemática em todo o "injusto" aos cientistas, académicos e investigadores interessados.
    muitas problemas em, "com politica" dividido entre os membros da faculdade e entre os estrangeiros estudantes objetivos em academia. uma causa de crises nas instituições educativas, nas famílias e na moral pública.
    sem polícia "eficazes e equitativas para todos" (inclusive estrangeiros), agora e significando para institution atencao com disciplinada e coesa- Um ambiente trabalhar/investigador limpo e saudável é essencial para o bem-estar humano e para assegurar boas condições sociais.

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